Editor-chefe de jornal escolar é ameaçado por edição sobre o ataque à "Charlie Hebdo"

Professores, pais e ativistas pela liberdade de imprensa estão exigindo da polícia de Paris maior segurança a respeito do caso de um estudante de 17 anos que vem sofrendo ameaças por conduzir uma homenagem aos mortos no ataque à redação da , em janeiro deste ano, na edição do jornal do colégio onde estuda.

Atualizado em 22/05/2015 às 15:05, por Redação Portal IMPRENSA.



Crédito:Reprodução Edição sobre atentado à revista gerou ameaças de morte ao editor do jornal escolar
De acordo com a Associated Press, o jovem Louis Pasquier, de 17 anos, que é editor-chefe do jornal La Mouette Bâillonnée , do colégio Marcelin Berthelot, já sofreu sete ameaças desde a produção da publicada em 21 de janeiro. Na última mensagem, em 4 de maio, o estudante recebeu uma carta com balas e uma suástica, acompanhadas pela mensagem: "Nós sabemos onde você mora, não hesitaremos".

Em comunicado, o secretário-geral da Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Christophe Deloire, afirmou que a organização já exigiu uma investigação completa sobre o caso. "Apelamos a uma investigação completa na escola, com apoio das autoridades e do Ministério da Educação. Também pedimos à polícia que trate este caso com o máximo de seriedade. É inaceitável que este jovem de 17 anos tenha sido alvo de ameaças e nada seja feito", disse.

Os professores ainda ameaçam interromper os trabalhos do colégio, caso a polícia não investigue as ameaças mais a fundo.