“É um solo fértil para a propagação de danos”, diz advogado de jovem que processa "Lulu"

Nesta quinta-feira (28/11), o advogado que defende o jovem Felippo Scolari, que entrou na Justiça por ter se sentido ofendido com comentários no aplicativo "Lulu", disse estar preparando um dossiê contra o responsável pela ferramenta para ser enviado ao Ministério Público Federal.

Atualizado em 28/11/2013 às 15:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Segundo ele, o programa é um “solo fértil para a propagação de danos”.
Crédito:Reprodução App tem causado polêmica entre os homens
"Lulu" é um aplicativo que permite que mulheres, conectadas através do Facebook, façam comentários anônimos no perfil de homens que conhecem. De acordo com O Globo , o advogado Fábio Scolari pede o fim do anonimato nas postagens e até mesmo a exclusão do aplicativo caso ele não se adeque a essa regra.
“A Constituição Federal veda o anonimato. Quem fala tem que arcar com as consequências do que falou. O objetivo do dossiê é fazer com que o Ministério Público Federal promova uma ação civil pública pedindo a adequação ou exclusão do sistema”, disse Fábio.
O comentário no "Lulu" que teria irritado Felippo foi a frase “cai de boca”. O jovem, que é estudante de Direito, estava com a namorada quando viu sua foto no aplicativo.
“Ele não autorizou essa publicação. O Felippo teve a imagem utilizada indevidamente. Ele tentou fazer a exclusão do perfil, mas o app remete ao Facebook. O Facebook diz que precisa que uma autorização seja gerada para isso [a exclusão]”, diz Fábio. O advogado acrescenta que “algumas hashtags são pré-selecionadas pelo aplicativo com o objetivo de denegrir e ofender”.
Felippo entrou com uma ação por danos morais contra o aplicativo na 2ª Vara do Juizado Especial Cível da Vergueiro, em São Paulo, no valor de R$ 27 mil, o máximo permitido. Segundo Fábio, o valor “não é muito, até porque nosso objetivo é dar exemplo mesmo”.


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