"É um problema cultural sério deste tempo", diz escritor sobre jornalismo sensacionalista
O escritor peruano ganhador do Nobel, Mario Vargas Llosa, concedeu uma entrevista coletiva na última terça-feira (1/3), em Madri, durante o lançamento de seu novo romance "Cinco Esquinas".
Atualizado em 02/03/2016 às 13:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
Nobel, , concedeu uma entrevista coletiva na última terça-feira (1/3), em Madri, durante o lançamento de seu novo romance "Cinco Esquinas".
Segundo o El País , a nova obra une análise do jornalismo, o poder, a hipocrisia e o erotismo. Em 314 páginas, o escritor reflete sobre os diferentes níveis de liberdade, preconceito, sequestros e autossequestros.
Crédito:Divulgação Escritor critica o jornalismo sensacionalista em seu novo livro
Llosa comentou sobre sua participação em revistas, como a Hola . "“Não gosto de estar ali. Apareço por razões pessoais. O que teria de fazer para não aparecer? Se me der a receita eu a adoto. É muito incômodo ter fotógrafos na sua casa, restringem a sua liberdade", declarou.
“Os jornais perdem tiragem enquanto Hola , somente na Espanha, imprime um milhão de exemplares, sem contar outros países”, lamentou. “Há milhões de pessoas que acompanham esse tipo de material. É um problema cultural sério deste tempo. É preciso enfrentá-lo de maneira mais criativa e não com piadas com gente que é vítima.”
No romance, um dos personagens é chantageado por um repórter de uma revista sensacionalista e mostra a realidade política, social e jornalística do Peru. Os poderes quiseram, sempre, ter o jornalismo do seu lado. Na democracia há uma diversidade que permite cotejar a informação e buscar a verdade. Essa é sua superioridade”, disse.
“O perigo vem de dentro do jornalismo empurrado pela necessidade de um público cada vez mais interessado em entretenimento em vez de informação. Essa fronteira acabou. O sensacionalismo e o entretenimento passaram a ser os valores dominantes. E o jornalismo é vítima disso. É um dos grandes problemas de nosso tempo”, completou.
Durante a coletiva, Llosa também comentou sobre o pré-candidato republicano Donald Trump e o chamou de "palhaço" e "racista". "Ele é um perigo para os Estados Unidos", disse o escritor, que concorreu à Presidência do Peru em 1990 como candidato da centro-direita.
Segundo o El País , a nova obra une análise do jornalismo, o poder, a hipocrisia e o erotismo. Em 314 páginas, o escritor reflete sobre os diferentes níveis de liberdade, preconceito, sequestros e autossequestros.
Crédito:Divulgação Escritor critica o jornalismo sensacionalista em seu novo livro
Llosa comentou sobre sua participação em revistas, como a Hola . "“Não gosto de estar ali. Apareço por razões pessoais. O que teria de fazer para não aparecer? Se me der a receita eu a adoto. É muito incômodo ter fotógrafos na sua casa, restringem a sua liberdade", declarou.
“Os jornais perdem tiragem enquanto Hola , somente na Espanha, imprime um milhão de exemplares, sem contar outros países”, lamentou. “Há milhões de pessoas que acompanham esse tipo de material. É um problema cultural sério deste tempo. É preciso enfrentá-lo de maneira mais criativa e não com piadas com gente que é vítima.”
No romance, um dos personagens é chantageado por um repórter de uma revista sensacionalista e mostra a realidade política, social e jornalística do Peru. Os poderes quiseram, sempre, ter o jornalismo do seu lado. Na democracia há uma diversidade que permite cotejar a informação e buscar a verdade. Essa é sua superioridade”, disse.
“O perigo vem de dentro do jornalismo empurrado pela necessidade de um público cada vez mais interessado em entretenimento em vez de informação. Essa fronteira acabou. O sensacionalismo e o entretenimento passaram a ser os valores dominantes. E o jornalismo é vítima disso. É um dos grandes problemas de nosso tempo”, completou.
Durante a coletiva, Llosa também comentou sobre o pré-candidato republicano Donald Trump e o chamou de "palhaço" e "racista". "Ele é um perigo para os Estados Unidos", disse o escritor, que concorreu à Presidência do Peru em 1990 como candidato da centro-direita.





