"É perigoso para todos permitir que autoridades possam sufocar as notícias de que não gostam", diz Tucker Carlson, jornalista da Fox News, sobre perseguição a Greenwald
Carlson afirma estar acompanhando com "bastante preocupação as ameaças do governo brasileiro de punir ou prender o jornalista Glenn Gre
Atualizado em 01/08/2019 às 10:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Admirado por Trump e conhecido por opiniões polêmicas alinhadas à direita, o jornalista americano Tucker Carlson, um dos mais experientes do canal conservador Fox News, gravou um vídeo para a emissora em apoio ao colega e conterrâneo Glenn Greenwald.
No vídeo Carlson afirma estar acompanhando com "bastante preocupação as ameaças do governo brasileiro de punir ou prender o jornalista Glenn Greenwald, por suas reportagens sobre autoridades de alto nível”. Recentemente o presidente Bolsonaro disse que o editor do Intercept pode "pegar uma cana no Brasil" (gíria para ser preso).
Responsável pela publicação da série de reportagens conhecida como Vaza Jato, sobre conversas vazadas entre o então juiz federal Sérgio Moro e procuradores da Operação Lava Jato, Greenwald e a equipe do Intercept colocaram com seu trabalho jornalístico os agentes públicos e a operação sob suspeita. Após o furo, o caso passou a ser coberto por outros veículos. Na esteira do escândalo, Moro foi convocado a prestar esclarecimentos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e uma operação da Polícia Federal foi deflagrada para prender hackers que teriam fornecido o material ao Intercept. Crédito:Reprodução Fox News "Entendo as razões pelas quais as pessoas discordam de Glenn Greenwald, mas no fim precisamos dele"
Enfatizando discordar das posições políticas de Greenwald, o jornalista da Fox news ressaltou que o colega é um repórter cuidadoso. Carlson disse ainda que “sem fiscalização, pessoas poderosas irão abusar de seu poder. Isso é sempre verdade, é da natureza humana. Nenhum país pode continuar livre sem uma imprensa livre". Ele acrescentou que é perigoso para todos "permitir que autoridades possam sufocar as notícias de que não gostam”.
Carlson fez ainda menções às reportagens de Greenwald que revelaram que a Agência Nacional de Segurança (NSA, sigla inglês) espionava líderes mundiais e cidadãos americanos sem autorização da Justiça, dizendo estar "feliz que todos saibamos disso graças ao Glenn”.
Para blindar a Lava Jato e o hoje ministro Moro das suspeitas levantadas pelas mensagens vazadas, apoiadores de Bolsonaro e parte da imprensa brasileira adotaram a tese de que o material não tem validade, pois foi obtido por meio criminoso (invasão de celulares de autoridades) e contém adulterações. O caso abriu espaço para uma discussão sobre sigilo da fonte e acesso a informação, que, quando necessários ao exercício profissional, são garantidos pelo artigo 5º da Constituição Federal.
No vídeo Carlson afirma estar acompanhando com "bastante preocupação as ameaças do governo brasileiro de punir ou prender o jornalista Glenn Greenwald, por suas reportagens sobre autoridades de alto nível”. Recentemente o presidente Bolsonaro disse que o editor do Intercept pode "pegar uma cana no Brasil" (gíria para ser preso).
Responsável pela publicação da série de reportagens conhecida como Vaza Jato, sobre conversas vazadas entre o então juiz federal Sérgio Moro e procuradores da Operação Lava Jato, Greenwald e a equipe do Intercept colocaram com seu trabalho jornalístico os agentes públicos e a operação sob suspeita. Após o furo, o caso passou a ser coberto por outros veículos. Na esteira do escândalo, Moro foi convocado a prestar esclarecimentos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e uma operação da Polícia Federal foi deflagrada para prender hackers que teriam fornecido o material ao Intercept. Crédito:Reprodução Fox News "Entendo as razões pelas quais as pessoas discordam de Glenn Greenwald, mas no fim precisamos dele"
Enfatizando discordar das posições políticas de Greenwald, o jornalista da Fox news ressaltou que o colega é um repórter cuidadoso. Carlson disse ainda que “sem fiscalização, pessoas poderosas irão abusar de seu poder. Isso é sempre verdade, é da natureza humana. Nenhum país pode continuar livre sem uma imprensa livre". Ele acrescentou que é perigoso para todos "permitir que autoridades possam sufocar as notícias de que não gostam”.
Carlson fez ainda menções às reportagens de Greenwald que revelaram que a Agência Nacional de Segurança (NSA, sigla inglês) espionava líderes mundiais e cidadãos americanos sem autorização da Justiça, dizendo estar "feliz que todos saibamos disso graças ao Glenn”.
Para blindar a Lava Jato e o hoje ministro Moro das suspeitas levantadas pelas mensagens vazadas, apoiadores de Bolsonaro e parte da imprensa brasileira adotaram a tese de que o material não tem validade, pois foi obtido por meio criminoso (invasão de celulares de autoridades) e contém adulterações. O caso abriu espaço para uma discussão sobre sigilo da fonte e acesso a informação, que, quando necessários ao exercício profissional, são garantidos pelo artigo 5º da Constituição Federal.





