“É o preço que se paga por ser uma pessoa pública”, diz Keila Jimenez sobre “caso” Adnet

Nas últimas semanas, a foto do apresentador Marcelo Adnet beijando uma mulher no Leblon (RJ) movimentou a mídia e, principalmente, as redes sociais.

Atualizado em 18/11/2014 às 19:11, por Gabriela Ferigato.

Paulo , o fotógrafo estava totalmente no direito de publicar a foto porque vive disso.
Crédito: Keila participou do Painel Diálogos V: Invasão de privacidade na cobertura do entretenimento” “O paparazzi foi muito linchado por isso. O Adnet estava no Leblon, um reduto de artistas e sempre cheio de paparazzi. O fotógrafo pegou uma imagem importante para ele. Não tinha como abrir mão. Ele vive disso. O que ele faria se estivesse no mesmo lugar e pegasse um governante guardando uma mala de dinheiro suspeita no carro?”, comenta.

Keila participou do “Painel Diálogos V: Invasão de privacidade na cobertura do entretenimento”, realizado nesta terça-feira (18/11) durante a a 3ª edição do mídia.JOR, realizado por IMPRENSA. Danilo Carvalho (Agência Fio Condutor), Fabíola Reipert (R7) e Jair Oliveira (música) também participaram do debate.

Diante dessa situação, Keila destaca como negativa a reação do público no Twitter “detonando” o apresentador. “Fiquei triste pela Dani Calabresa [mulher de Adnet] ser exposta, também achei ruim ver as pessoas julgando ele. Mas até aí não publicar uma foto? Esse é o preço que se paga por ser uma pessoa pública. Ela tem que aprender a lidar com esse ônus”.

De acordo com a jornalista, as notícias que mais “bombam” em sua coluna são sobre dança de cadeiras entre emissoras, novos protagonistas de novelas e também os programas que geram mais audiência.

Para Keila, não adianta as pessoas fecharem os olhos para as notícias de entretenimento e dizerem que é fofoca. “Isso é jornalismo. O repórter que descobre o mensalão tem o mesmo trabalho que a Fabíola [Reipert] tem ao tentar descobrir quem é a nova namorada do Cauã Reymond. São coisas diferentes sim, mas qual será mais lido? Provavelmente a do Cauã Reymond terá mais cliques”.

A jornalista diz que coleciona e-mails e cartas de reclamações de pessoas que não gostam do conteúdo que publica. “Quando eu era mais jovem eu respondia todas, de uma forma educada. Tive um chefe que me ensinou que quando alguém te manda uma carta muito agressiva, você deve ler, escrever a resposta, levantar da mesa, dar uma volta na redação, tomar dois cafés, voltar para a mesa e ler de novo sua resposta. Você não vai enviar. Faço isso até hoje”.
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