"É na piada que se eterniza o machismo", diz repórter da ESPN sobre comentário de auditor
Durante o julgamento do jogador Dudu, do Palmeiras, na última segunda-feira (20/7), o auditor do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo
Atualizado em 22/07/2015 às 15:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
(TJD-SP), Wladimir Cassani, se envolveu em polêmica ao insinuar que não entendem de futebol.
Crédito:Reprodução Jornalista criticou auditor por machismo durante julgamento no TJD
"Eu sei que o goleiro não pode pegar a bola com a mão. Tem muita gente que não sabe, inclusive as mulheres", comentou o auditor, que em seguida foi repreendido pelo presidente do TJD-SP, Mauro Marcelo de Lima e Silva. "Queria dizer que eu acho que as mulheres entendem de futebol. Temos o exemplo da Glenda, da Fernanda, da Cristiane, poderia citar minha esposa e minha filha também", rebateu.
Crédito:Reprodução Jornalista criticou auditor por machismo durante julgamento no TJD
"Eu sei que o goleiro não pode pegar a bola com a mão. Tem muita gente que não sabe, inclusive as mulheres", comentou o auditor, que em seguida foi repreendido pelo presidente do TJD-SP, Mauro Marcelo de Lima e Silva. "Queria dizer que eu acho que as mulheres entendem de futebol. Temos o exemplo da Glenda, da Fernanda, da Cristiane, poderia citar minha esposa e minha filha também", rebateu.
Na terça (21/7), durante o "Bate-Bola", da ESPN, a repórter Gabriela Moreira falou sobre o caso e disse ter conversado com Cassani após o julgamento. "Tinham cinco mulheres na plateia, a Lara Mota, da Fox, a Ana Thais, da Rádio Globo, Camila Mattoso, da ESPN, eu e uma outra colega da Band. Assim que acabou, falei: 'Meritíssimo Dr. Cassani, que péssima hora para fazer um comentário machista e preconceituoso dessa forma. É na piada que se eterniza o preconceito e o machismo.' Ainda o convidamos para jogar futebol com a gente e prometemos que o gol dele seria maior”, disse.





