Duvivier e ombudsman criticam cobertura da "Folha" sobre impeachment
O colunista Gregório Duvivier e a ombudsman Paula Cesarino Costa chamaram a atenção dos leitores da Folha de S.Paulo depois de cr
Atualizado em 05/09/2016 às 15:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
O colunista Gregório Duvivier e a ombudsman Paula Cesarino Costa chamaram a atenção dos leitores da Folha de S.Paulo depois de criticarem a cobertura do jornal sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Crédito:Reprodução/Folha Ombudsman e Gregório Duvivier criticam cobertura do jornal
Duvivier figurou a lista de assuntos mais comentados do Twitter na manhã desta segunda-feira (5/9) após a divulgação do texto "Dona Folha, tá difícil te defender". Segundo ele, o jornal estaria apoiando o "golpe".
No , o humorista lembra que no editorial da última sexta-feira (2/9), a Folha afirmou que se o atual governo não souber lidar com os "fanáticos da violência", o país pode voltar a ter uma ditadura, como ocorreu na Alemanha na década de 30.
De acordo com Duvivier, o jornal estaria recomendando que a Polícia Militar de São Paulo, conhecida pela violência nos protestos, fosse mais dura com os grupos que não concordam com a atual situação do país.
"Um jornal é do tamanho dos inimigos dele. Quando a senhora pede maior repressão a adolescentes desarmados, se alinha com o mais forte e faz vista grossa pra truculência. Jornalismo, pra mim, era o contrário", finaliza. Pouca investigação e vigilância acentuada
Em seu , a ombudsman cita diferentes editoriais da Folha , com distintas opiniões sobre o cenário político. Segunda ela, a publicação teria sido cobrada por leitores para afirmar de maneira categórica e simples sua posição sobre o impeachment.
O editor-executivo, Sérgio Dávila, respondeu que "um novo governante teria mais legitimidade se fosse eleito diretamente pelo povo, mas daí não decorre que o processo de impeachment tenha sido ilegítimo –e muito menos que tenha sido ilegal. Portanto, não houve golpe".
Paula Cesarino analisa que a cobertura do jornal foi equilibrada, mesmo que possa haver desajustes e erros. Ela explica que examinou todas as manchetes, desde abril, para procurar tendências da cobertura.
"É compreensível que parcela considerável de fatos negativos sobre Dilma tenha sido elevada à manchete. No período, a Folha publicou 32 manchetes que considerei negativas a Dilma e 13 positivas", opinou.
A ombudsman verificou ainda que 34 manchetes foram positivas quando trataram de Michel Temer, enquanto 24 foram negativas. "Nos últimos cinco meses, os fatos políticos se desenvolveram mais positivamente para Temer e mais negativamente para Dilma", explicou.
Para ela, não cabe ao jornal divulgar um número semelhantes de manchetes favoráveis e desfavoráveis a Dilma e Temer, uma vez que os acontecimentos políticos não seguem "tal proporção". Mas reforça que o "jornal se esforçou para cumprir seu papel de vigilante crítico com Dilma, mas foi menos investigativo e combativo com o governo Temer".
Crédito:Reprodução/Folha Ombudsman e Gregório Duvivier criticam cobertura do jornal
Duvivier figurou a lista de assuntos mais comentados do Twitter na manhã desta segunda-feira (5/9) após a divulgação do texto "Dona Folha, tá difícil te defender". Segundo ele, o jornal estaria apoiando o "golpe".
No , o humorista lembra que no editorial da última sexta-feira (2/9), a Folha afirmou que se o atual governo não souber lidar com os "fanáticos da violência", o país pode voltar a ter uma ditadura, como ocorreu na Alemanha na década de 30.
De acordo com Duvivier, o jornal estaria recomendando que a Polícia Militar de São Paulo, conhecida pela violência nos protestos, fosse mais dura com os grupos que não concordam com a atual situação do país.
"Um jornal é do tamanho dos inimigos dele. Quando a senhora pede maior repressão a adolescentes desarmados, se alinha com o mais forte e faz vista grossa pra truculência. Jornalismo, pra mim, era o contrário", finaliza. Pouca investigação e vigilância acentuada
Em seu , a ombudsman cita diferentes editoriais da Folha , com distintas opiniões sobre o cenário político. Segunda ela, a publicação teria sido cobrada por leitores para afirmar de maneira categórica e simples sua posição sobre o impeachment.
O editor-executivo, Sérgio Dávila, respondeu que "um novo governante teria mais legitimidade se fosse eleito diretamente pelo povo, mas daí não decorre que o processo de impeachment tenha sido ilegítimo –e muito menos que tenha sido ilegal. Portanto, não houve golpe".
Paula Cesarino analisa que a cobertura do jornal foi equilibrada, mesmo que possa haver desajustes e erros. Ela explica que examinou todas as manchetes, desde abril, para procurar tendências da cobertura.
"É compreensível que parcela considerável de fatos negativos sobre Dilma tenha sido elevada à manchete. No período, a Folha publicou 32 manchetes que considerei negativas a Dilma e 13 positivas", opinou.
A ombudsman verificou ainda que 34 manchetes foram positivas quando trataram de Michel Temer, enquanto 24 foram negativas. "Nos últimos cinco meses, os fatos políticos se desenvolveram mais positivamente para Temer e mais negativamente para Dilma", explicou.
Para ela, não cabe ao jornal divulgar um número semelhantes de manchetes favoráveis e desfavoráveis a Dilma e Temer, uma vez que os acontecimentos políticos não seguem "tal proporção". Mas reforça que o "jornal se esforçou para cumprir seu papel de vigilante crítico com Dilma, mas foi menos investigativo e combativo com o governo Temer".





