"Dotcom", fundador do Megaupload, tem pedido de fiança negado pela segunda vez

Um tribunal federal da Nova Zelândia negou, no último fim de semana, em segunda instância, o pedido de pagamento de fiança feito pela defesade Kim "Dotcom", proprietário e fundador do Megaupload, maior portal de compartilhamento e de arquivos da rede mundial de computadores.

Atualizado em 07/02/2012 às 16:02, por Redação Portal IMPRENSA.

O site, que foi tirado do ar há cerca de quinze dias, era considerado o maior site de conteúdo pirata do mundo.

Crédito:Divulgação Fundador do Megaupload deve ser extraditado para os EUA.
Na última sexta-feira (3/2),Kim se apresentou a uma corte em Auckland onde ouviu do juiz que os promotores estão certos em suspeitar que ele pode deixar o país facilmente caso seja posto em liberdade. Quem está no encalço do milionário hacker, contudo é o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que saudou a decisão das autoridades da Nova Zelândia em mantê-lo atrás das grades até o dia 22 de fevereiro, quando deve ocorrer a audiência que julgará o pedido de extradição feito pelo governo norte-americano.

A recusa da Justiça neozelandesa corresponde ao recurso ajuizado pela defesa do réu depois que um tribunal de primeira instância negou o pedido de fiança. Neste fim de semana, uma corte de segunda instância confirmou que os riscos do réu deixar o país clandestinamente são altos, o que justifica sua detenção até o julgamento do pedido de extradição.

De acordo com reportagem do jornal The Guardian , Kim "Dotcom" dispõe de passaportes e contas bancárias em até três países, o que tornaria sua fuga uma questão de tempo, caso fosse libertado. "Não há nada que segure Dotcom na Nova Zelândia, exceto sua motivação em reaver seus fundos bloqueados", disse o juiz Raynor Asher ao justificar a decisão.

O hacker argumentou, no entanto, que, com os bens congelados e sua empresa inativa, ele não tem condições nem a intenção de fugir para a Alemanha, onde o processo de extradição se tornaria mais complicado de ser efetuado.

"Eu não vou fugir. Eu quero me defender dessas alegações por meios legítimos. Tenho três filhos pequenos. Minha esposa está grávida de gêmeos. Eu só quero estar com eles", disse o réu.

Segundo o The Guardian , o Departamento de Justiça dos EUA considera a operação a principal investida contra aquilo que classifica como "um dos maiores anéis globais de pirataria online do mundo". Segundo os agentes do Departamento de Justiça responsáveis pela operação, o Megaupload rendeu mais de US$ 175 milhões aos seus proprietários e causou um prejuízo superior a US$ 500 milhões aos detentores de direitos autorais do material disponibilizado no site. O lucro vinha basicamente da cobrança de assinaturas pelo acesso e ganhos com publicidade.


Com informações do Conjur.


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