Dossiê com 45 ataques é entregue a coordenador do Observatório Nacional de Violência Contra Jornalistas
Representantes de entidades de defesa da liberdade de imprensa e de órgãos do Judiciário participaram na quarta-feira (8 fev/23), em Brasília, da primeira reunião do Observatório Nacional da Violência contra Jornalistas e Comunicadores.
Atualizado em 10/02/2023 às 16:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
As entidades representativas da imprensa, incluindo a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), entregaram a Augusto de Arruda Botelho, coordenador do Observatório e secretário nacional de Justiça, um dossiê contendo 45 casos de violência contra jornalistas. Todos ocorreram entre os dias 8 e 11 de janeiro, mais especificamente no intervalo entre os ataques em Brasília e a ordem judicial determinando o desmanche dos acampamentos bolsonaristas pelo país. Crédito: Reprodução Fenaj/Marcus Iahn-MJSP A partir da esq: Ramênia Vieira (Intervozes), Samira de Castro (Fenaj), Katia Brembatti (Abraji), Augusto Arruda Botelho, Lázara Carvalho (Ministério da Justiça), Bia Barbosa (RSF), Renata Cafardo (Jeduca) e Patrícia Blanco (Palavra Aberta) O dossiê entregue a Botelho contém informações detalhadas dos ataques aos profissionais de imprensa. Além de agressão física, os casos incluem humilhações, impedimento de trabalho, roubo de equipamentos, de celulares e de outros pertences dos jornalistas.
As organizações também entregaram a Botelho um documento com propostas para a atuação do Observatório. As mortes do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira também foram tema da reunião.
Botelho disse que as entidades contribuíram para que o Observatório não seja "apenas um compilado de informações", mas proponha políticas públicas e cobre das autoridades respostas aos casos de violência. O próximo encontro do Observatório ocorrerá em dois meses.





