Dono do jornal "O Tempo" é condenado a cinco anos de prisão por evasão de divisas
Sentença é de cinco anos e cinco meses de prosão; MPF quer aumentar a pena
Atualizado em 05/02/2015 às 10:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
O proprietário da Sempre Editora, que publica os jornais O Tempo e Super Notícia , Vittorio Medioli, foi condenado a cinco anos e cinco meses de prisão por crime contra o sistema financeiro. Ele foi um dos alvos da Operação Farol da Colina, esquema de envio ilegal de US$ 3 milhões para o exterior.
Crédito:Divulgação Dono do jornal usou doleiro para enviar dinheiro para o exterior
Segundo O Estado de S. Paulo , a decisão, publicada no último dia 28 de janeiro, foi divulgada na última terça-feira (3/2) pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais, que recorreu para pedir o aumento da pena de Medioli, também ex-deputado pelo PSDB, para seis anos.
A condenação foi dividida: três anos e um mês de prisão pelo crime de evasão de divisas e a dois anos e quatro meses de prisão por "manutenção clandestina de depósitos" no exterior.
Segundo o MPF, as operações foram realizadas em 2002 e totalizaram US$ 595 mil. Medioli entregou a quantia a um doleiro no Brasil que a converteu no mercado negro de câmbio. Depois, o valor circulou pela subconta Monte Vista, mantida pela Beacon Hill Service Corporation junto à agência do Banestado em Nova York (EUA), para ser depositada em um banco suíço no qual o empresário tinha conta.
A juíza Rogéria Maria Castro Debelli, da 4ª Vara Federal de Belo Horizonte (MG), argumentou que o motivo do crime era o “enriquecimento fácil”, uma vez que as circunstâncias “revelam audácia e indiferença do acusado”.
Outro lado
Medioli alegou que não sabia sobre o envio de recursos para o exterior, bem como sobre o depósito em banco suíço. Entretanto, disse ter corrigido a declaração de renda para informar sobre a conta.
Um dos defensores do empresário, Fábio Antônio Tavares dos Santos, disse que há erros na denúncia do MPF, que não apresenta datas das remessas feitas para o exterior. Ele apresentou embargo declaratório contra a sentença por avaliar que há contradição da juíza. Santos sustentou que o dinheiro na conta foi originado de herança recebida por Medioli depois do inventário que tramitou na Itália, terra natal dele.
O Caso
A Operação Farol da Colina desmontou uma rede esquematizada por mais de 60 doleiros que, de acordo com a acusação, remetiam dinheiro sujo para os Estados Unidos. A apuração foi um desdobramento do caso Banestado, no qual apurou a evasão de US$ 30 bilhões de políticos para o exterior entre 1996 e 2002. Na época dos fatos, o empresário era deputado federal e cumpria mandato pelo PSDB.
Crédito:Divulgação Dono do jornal usou doleiro para enviar dinheiro para o exterior
Segundo O Estado de S. Paulo , a decisão, publicada no último dia 28 de janeiro, foi divulgada na última terça-feira (3/2) pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais, que recorreu para pedir o aumento da pena de Medioli, também ex-deputado pelo PSDB, para seis anos.
A condenação foi dividida: três anos e um mês de prisão pelo crime de evasão de divisas e a dois anos e quatro meses de prisão por "manutenção clandestina de depósitos" no exterior.
Segundo o MPF, as operações foram realizadas em 2002 e totalizaram US$ 595 mil. Medioli entregou a quantia a um doleiro no Brasil que a converteu no mercado negro de câmbio. Depois, o valor circulou pela subconta Monte Vista, mantida pela Beacon Hill Service Corporation junto à agência do Banestado em Nova York (EUA), para ser depositada em um banco suíço no qual o empresário tinha conta.
A juíza Rogéria Maria Castro Debelli, da 4ª Vara Federal de Belo Horizonte (MG), argumentou que o motivo do crime era o “enriquecimento fácil”, uma vez que as circunstâncias “revelam audácia e indiferença do acusado”.
Outro lado
Medioli alegou que não sabia sobre o envio de recursos para o exterior, bem como sobre o depósito em banco suíço. Entretanto, disse ter corrigido a declaração de renda para informar sobre a conta.
Um dos defensores do empresário, Fábio Antônio Tavares dos Santos, disse que há erros na denúncia do MPF, que não apresenta datas das remessas feitas para o exterior. Ele apresentou embargo declaratório contra a sentença por avaliar que há contradição da juíza. Santos sustentou que o dinheiro na conta foi originado de herança recebida por Medioli depois do inventário que tramitou na Itália, terra natal dele.
O Caso
A Operação Farol da Colina desmontou uma rede esquematizada por mais de 60 doleiros que, de acordo com a acusação, remetiam dinheiro sujo para os Estados Unidos. A apuração foi um desdobramento do caso Banestado, no qual apurou a evasão de US$ 30 bilhões de políticos para o exterior entre 1996 e 2002. Na época dos fatos, o empresário era deputado federal e cumpria mandato pelo PSDB.





