Dono do Jornal do Brasil confirma fim da versão impressa e demissão de diretor
Dono do Jornal do Brasil confirma fim da versão impressa e demissão de diretor
Dono do Jornal do Brasil confirma fim da versão impressa e demissão de diretor
| Divulgação |
| Nelson Tanure |
Entre quarta e quinta-feira desta semana, o Jornal do Brasil decidirá a data da extinção de sua versão impressa e anunciará as eventuais adequações da edição digital, segundo o empresário Nelson Tanure, dono do diário.
"A decisão de acabar com o papel está sendo tomada esta semana. Teremos uma decisão na quarta-feira ou na quinta-feira. Provavelmente, seremos o primeiro jornal a estar apenas na internet. É algo que está acontecendo no mundo todo", disse Nelson Tanure, segundo informa O Globo .
A iniciativa de encerrar a versão impressa, lançada em 1891, acontece após a tentativa de Tanure de vender o diário, que sofre com dívidas da ordem de R$ 100 milhões e com circulação cada vez menor.
O empresário confirmou a saída de Pedro Grossi, diretor-presidente da Docas - holding que administra a publicação -, por discordância quanto ao futuro do JB e pela decisão de manter apenas o jornal na Internet. "Eu demiti o Pedro Grossi porque ele era a favor de continuar no papel", disse.
No entanto, Grossi sublinhou ao O Globo que permanece em seu cargo enquanto a versão impressa existir. "Enquanto tiver jornal impresso, eu continuo presidente. Quando for comunicada a transposição do papel para a internet, eu estou fora. Não fui contratado para isso", afirmou Grossi.
Na última segunda-feira (12), Grossi enviou comunicado aos editores e diretores do JB requisitando a retirada de seu nome do jornal e anunciando sua saída.
"Prezados, em almoço realizado hoje [segunda-feira (12)], na presença do Dr. Ronaldo Carvalho e da Dra. Angela Moreira, o Dr. Nelson Tanure informou que publicará na edição de amanhã do Jornal do Brasil uma notificação assinada pela direção da empresa e dirigida aos leitores na qual explica a transposição do jornal escrito para o tecnológico (internet). Considerando que isto contraria a razão pela qual fui contratado, solicito, sem perda de meus direitos, que o expediente do jornal e de todas as revistas não conste mais meu nome".
O futuro dos empregados
Na redação do Jornal do Brasil , o clima é tenso e o destino dos cerca de 180 funcionários será discutido em reunião entre o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro e Tanure. "Queremos garantir uma empregabilidade mínima e o pagamento da rescisão", disse a presidente da entidade, Suzana Blass.
Para a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), o caso do JB , apesar de lamentável, é isolado e a organização acredita no crescimento da circulação dos jornais do país neste ano. "É lamentável que o JB termine. Foi um processo de equívocos empresariais que resultaram em decadência editorial", declarou Ricardo Pedreira, diretor-executivo da ANJ.
Leia mais






