Dono do grupo Tribune diz que jornais não acabaram. E não vão acabar
Dono do grupo Tribune diz que jornais não acabaram. E não vão acabar
Na última quinta-feira (18), após fechar transação que retirou as ações da Tribune Company da Bolsa de Valores, o bilionário Sam Zell nomeou a si mesmo diretor-presidente do grupo e anunciou um novo quadro de diretores e gerentes. Zell informou à empresa que passa por dificuldades, mas que vai procurar elevar a receita em vez de reduzir as despesas.
Zell, em entrevista coletiva à imprensa na cidade de Chicago, EUA, disse estar "enjoado e farto de ouvir todos falarem dos fim dos jornais". "Eles não acabaram. E não vão acabar", declarou.
"Creio que é um investimento de risco muito baixo, mas essa não é a primeira vez que minha opinião diverge de todas as demais', declarou o bilionário quando questionado sobre a compra da Tribune.
De acordo com reportagem veiculada nesta segunda-feira (24), no jornal O Estado de S.Paulo , a transação converte a Tribune numa organização sem fins lucrativos, com ações de propriedade total dos funcionários. No entanto, Zell, que investiu US$ 315 milhões no negócio, tem o direito de comprar até 40% da empresa no futuro.
Vale lembrar que a Tribune é dona dos jornais Chicago Tribune , Los Angeles Times , Newsday , Baltimore Sun , e de 23 estações de televisão, entre outros empreendimentos também no ramo e no setor imobiliário, onde ergueu fortunas.
Na última quinta-feira (20), Zell trocou os membros da diretoria. A maioria dos recém-chegados têm expriência em comunicações, mas não nas indústrias básicas de televisão e jornais da Tribune. "Não é uma diretoria na qual temos de ter pessoas que vão impressionar Wall Street", salientou Zell. "Eles tendem a ser pensadores não convecionais", acrescentou.
Na coletiva, Zell fez duras críticas à administração que está saindo da Tribune Company, dizendo que a velha guarda comandava um grupo "cujas decisões eram muito demoradas". "Creio que, nos últimos cinco anos, essa empresa passou uma boa parte do tempo reduzindo custos e talvez não tempo suficiente aumentando as receitas. O que essa empresa precisa é de um dono", disse o bilionário. "Precisa de alguém que assuma a responsabilidade por aquilo que a empresa faz", concluiu.
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