Dono de revista de Santa Catarina é preso acusado de extorquir governo estadual
Dono de revista de Santa Catarina é preso acusado de extorquir governo estadual
Ivonei Raul da Silva, proprietário da revista Metrópole , de Santa Catarina, foi preso em flagrante por agentes da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), na última segunda-feira (02) pela manhã, em Florianópolis.
Ele é acusado de tentar extorquir R$ 1,6 milhão do governo do Estado para não divulgar o livro "A Descentralização no Banco dos Réus", com supostas denúncias contra o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), secretários e prefeitos.
Silva afirmou ter sido vítima de uma "armação", e garantiu que pretendia apenas cobrar uma dívida com o governo. De acordo com o delegado Renato Hendges, o dono da Metrópole recebeu voz de prisão quando se preparava para pegar R$ 40 mil de Armando Hess de Souza - ex-secretário de Planejamento e atual presidente da Indústria Renaux View - que era interlocutor do governo.
O livro conta com duas partes e 55 subtítulos. Em cada um dos subtítulos, Silva relata detalhes de supostas negociações para realização de matérias e venda de anúncios da revista, que tem sede na cidade de Blumenau. A Justiça decretou sigilo sobre o conteúdo do livro.
A Metrópole foi pivô do processo que, recentemente, quase provocou a cassação do mandato do governador por abuso de poder econômico e propaganda irregular. As matérias, enaltecendo ações do governo, foram publicadas nos meses que antecederam a eleição de 2006.
As reportagens teriam sido pagas com dinheiro público ou por empresas indicadas pelo governo, que na época estava proibido de fazer propaganda institucional por conta de uma decisão da Justiça. Ao menos 18 prefeitos são citados no livro como "colaboradores" da revista a pedido do governo estadual.
O livro, afirmou, foi produzido em resposta ao suposto calote que diz ter recebido do governo, o que teria resultado na insolvência da empresa e no acúmulo de dívidas com agiotas. Além disso, reclamou, a revista foi multada em R$ 40 mil pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por conta dos outdoors.
O governo nega todas as acusações, diz que nunca teve contrato com a Metrópole e trata o episódio como caso de polícia.
As informações são do site O Barriga Verde
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