Dono de jornal argentino é investigado por envolvimento em crimes durante a ditadura
Vicente Massot, diretor e dono do jornal argentino La Nueva Provincia, da cidade de Bahía Blanca, prestou depoimento na última quarta-feira
Atualizado em 21/03/2014 às 13:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
(18/3) sobre seu suposto envolvimento em crimes contra a humanidade durante a ditadura militar no país (1976-1983).
Crédito:Reprodução Vicente Massot pode ter ajudado a ditadura argentina a matar dois jornalistas
De acordo com o blog Jornalismo nas Américas, Massot é acusado de conspirar com os militares para erradicar um sindicato de trabalhadores de imprensa e está implicado no homicídio dos sindicalistas Heinrich e Miguel Angel Loyola. A suspeita é que ele colaborou no crime, além de encobrir a verdade sobre o sequestro, tortura e assassinato de outras 35 vítimas do regime militar.
Os dois jornalistas eram delegados sindicais e haviam organizado diversas greves. A promotoria também acusa Massot de publicar em seu jornal que "supostos terroristas de esquerda haviam sido mortos em enfrentamentos" quando foram fuzilados pelas forças armadas.
“Há uma grande expectativa porque esta será a primeira vez que, no âmbito dos meios de comunicação, o diretor de um jornal é chamado a prestar declaração para elucidar sua eventual responsabilidade na comissão de condutas vinculadas aos crimes contra a humanidade”, disse Walter Larrea, advogado da Associação Permanente pelos Direitos Humanos (APDH) de Bahía Blanca.
La Nueva Provincia (LNP) e a maioria dos diários na Argentina apoiaram a ditadura na época, mas diferente dos demais, LNP e Massot continuaram justificando as ações do regime após a volta da democracia no país.
O diretor foi indiciado no ano passado, mas o juiz federal Santiago Martínez negou os pedidos de prisão e proibição de sair do país. De acordo com o La Nación , depois disso Massot alegou estar à disposição da Justiça para esclarecer o que fosse preciso.
Crédito:Reprodução Vicente Massot pode ter ajudado a ditadura argentina a matar dois jornalistas
De acordo com o blog Jornalismo nas Américas, Massot é acusado de conspirar com os militares para erradicar um sindicato de trabalhadores de imprensa e está implicado no homicídio dos sindicalistas Heinrich e Miguel Angel Loyola. A suspeita é que ele colaborou no crime, além de encobrir a verdade sobre o sequestro, tortura e assassinato de outras 35 vítimas do regime militar.
Os dois jornalistas eram delegados sindicais e haviam organizado diversas greves. A promotoria também acusa Massot de publicar em seu jornal que "supostos terroristas de esquerda haviam sido mortos em enfrentamentos" quando foram fuzilados pelas forças armadas.
“Há uma grande expectativa porque esta será a primeira vez que, no âmbito dos meios de comunicação, o diretor de um jornal é chamado a prestar declaração para elucidar sua eventual responsabilidade na comissão de condutas vinculadas aos crimes contra a humanidade”, disse Walter Larrea, advogado da Associação Permanente pelos Direitos Humanos (APDH) de Bahía Blanca.
La Nueva Provincia (LNP) e a maioria dos diários na Argentina apoiaram a ditadura na época, mas diferente dos demais, LNP e Massot continuaram justificando as ações do regime após a volta da democracia no país.
O diretor foi indiciado no ano passado, mas o juiz federal Santiago Martínez negou os pedidos de prisão e proibição de sair do país. De acordo com o La Nación , depois disso Massot alegou estar à disposição da Justiça para esclarecer o que fosse preciso.





