Dois jornalistas curdos são condenados à morte no Irã
Dois jornalistas curdos são condenados à morte no Irã
A justiça iraniana condenou à morte, no dia 16 de julho, os jornalistas Adnan Hassapour e Abdolvahed "Hiva" Botimar. No último sábado (21/07) o jornalista Ako Kurdnasab, do semanário Karfto, foi preso por agentes do Ministério da Inteligência do país.
As denúncias foram feitas pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que condenou as ações e solicitou à comunidade internacional para que peçam ao Irã que reconsidere sua decisão.
"Estas condenações são realmente um escândalo e uma vergonha. Nos manifestamos contra a pouca atenção que o Irã presta ao direito internacional humanitário e também sua vontade de silenciar, por todos os meios, os jornalistas mais críticos e os defensores dos direitos humanos. O Irã está prestes a se converter em um dos maiores cárceres do mundo para os profissionais da informação", declarou, em nota, a ONG.
Adnan Hassanpour trabalhava na revista Asou, proibida de circular desde agosto de 2005 por decisão do Ministério da Cultura e Orientação Islâmica. Abdolvahed "Hiva" Botimar era colaborador da mesma publicação e membro da ONG medioambiental Sabzchia. Outros três jornalistas curdos continuam presos no Irã.
Segundo a ONG RSF, o Irã possui, atualmente, sete jornalistas encarcerados e, por isso, faz parte dos dez países mais repressivos do mundo, em matéria de liberdade de imprensa. Desde a sua chegada ao poder, em agosto de 2005, o presidente Mahmud Ahmadineyad, exerce forte repressão sobre os profissionais da informação. A situação é particularmente difícil no território curdo de Iraní.






