Dois homens são condenados no Peru pelo assassinato de um jornalista
Dois homens são condenados no Peru pelo assassinato de um jornalista
Um tribunal peruano condenou dois homens pelo assassinato, em março de 2007, do jornalista Miguel Pérez Julca. De acordo com a imprensa local, a Sala Mista de Jaén, cidade no noroeste do país, condenou Juan Hurtado Vásquez pela autoria intelectual do assassinato de Pérez e Nazario Coronel Ramírez, também conhecido como "Chamaya", por cumplicidade no crime.
Vásquez recebeu uma sentença de 27 anos de prisão e Ramírez, de 19 anos, informou o jornal de Lima El Comercio . O tribunal também determinou que eles pagassem uma indenização de 35 mil soles peruanos (13 mil dólares).
Miguel Pérez Julca, apresentador do programa "El Informativo del Pueblo" na Rádio Éxitos de Jaén, foi baleado em 17 de março de 2007 na frente de sua esposa e filhos por dois homens encapuzados que estavam em uma motocicleta.
Nelly Guevara, esposa de Julca, ficou ferida no ataque. Ela afirmou a jornalistas locais que seu marido havia recebido ameaças de morte pelo telefone celular semanas antes de sua morte, após divulgar crimes e supostos atos de corrupção governamental.
As autoridades locais explicaram que Vásquez estava furioso por críticas feitas no ar contra sua noiva, diretora de uma organização local sem fins lucrativos. Segundo as informações da imprensa peruana, Ramírez confessou durante o julgamento que havia dirigido a motocicleta de onde partiram os tiros contra o jornalista. Os dois homens apelaram da decisão.
Elvia Mendoza Linares e Dilber Cabada Arteaga também foram acusados de participação no assassinato. O julgamento está previsto para 22 de abril, e a Polícia Nacional Peruana continua procurando um quinto suspeito, Sabino Sánchez Ayala, também conhecido como "Chino Ayala", que supostamente foi o atirador, explicou o grupo local de liberdade de imprensa Instituto Prensa y Libertad.
As informações são do Comitê para a Proteção dos Jornalistas
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