Documentos militares divulgados pelo WikiLeaks também foram enviados a jornais
Documentos militares divulgados pelo WikiLeaks também foram enviados a jornais
O fundador da organização não-governamental (ONG) WikiLeaks, Julian Assange, declarou em uma coletiva de imprensa, na última segunda-feira (26), que os mais de 90 mil documentos sobre operações militares dos EUA no Afeganistão, divulgadas pelo site homônimo, teriam sido enviados a três jornais: ao britânico The Guardian , ao alemão Der Spiegel e ao norte-americano The New York Times .
De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo , Assange disse que o vazamento dos dados foi planejado para que tivesse grande visibilidade. Com a publicação das informações sigilosas pelos jornais, haveria divulgação simultânea e se comprovaria a legitimidade dos documentos.
Esta teria sido a primeira vez que o WikiLeaks atrasou a postagem de documentos sigilosos por questões de segurança. Os três jornais chegaram a apurar as informações e entrevistaram membros do governo.
Assange chegou a comparar as informações publicadas pelo site ao episódio dos "Papéis do Pentágono", de 1971, sobre a Guerra do Vietnã. A Suprema Corte norte-americana havia proibido o governo do presidente Richard Nixon de impedir jornais de publicarem reportagens sobre operações secretas do Exército americano no país asiático.
O vazamento dos documentos, intitulados "Afghan War Diary" ("Diário da Guerra Afegã", em tradução livre), é considerado o maior da história militar dos EUA.
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