Documentos da Stratfor divulgados pelo Wikileaks podem ser falsos, diz diretor
O diretor executivo da companhia americana de segurança Stratfor Global Intelligence, George Friedman, afirmou, na última segunda-feira (27/
02), que os e-mails publicados pelo site Wikileaks pertencem a sua empresa, mas apontou que "alguns podem ter sido falsificados ou alterados". Ele assegurou que a empresa não vai explicar o seu conteúdo dos documentos.
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Em comunicado Friedman explicou que "Como muitos de vocês sabem, em dezembro alguns hackers invadiram o banco de dados da Stratfor e roubaram grande quantidade de mensagens de e-mail da empresa, assim como informações privadas de clientes. Hoje, o WikiLeaks está publicando os e-mails que foram roubados em dezembro. Isto é uma deplorável e infeliz – e ilegal – violação de privacidade".
Friedman pediu desculpas aos seus clientes pelas consequências que a divulgação destes documentos podem acarretar e defendeu a empresa "a Stratfor não é uma organização do governo, não está vinculada a nenhum governo, e os e-mails são de propriedade privada".
Na última segunda-feira (27/02), o fundador do Wikileaks, Julian Assange, convocou a imprensa em Londres para fornecer detalhes do funcionamento da seguradora que, segundo ele, comete operações sórdidas, como subornos e lavagem de dinheiro para ter acesso a informações com fins econômicos por encomendas de empresas e governos.
Em contraponto Friedman afirma que "a Stratfor trabalhou para construir boas fontes em muitos países, como qualquer editor de análise geopolítica faria. Estamos orgulhosos das relações que construímos, que ajudam os analistas a entenderem melhor os problemas em muitos destes países através dos olhos das pessoas que vivem ali".
Assange afirmou ainda que divulgará mais de cinco milhões de mensagens escritas por funcionários da Stratfor, entre julho de 2004 e dezembro de 2011. Os documentos referem-se a companhias petrolíferas, governos, bancos e dirigentes políticos como o venezuelano Hugo Chávez e o espanhol José María Aznar.
Com informações de O Estado de S. Paulo .






