Documentário da Vice sobre Estado Islâmico pode ser considerado crime nos EUA
Legislação norte-americana e decisões recentes na Justiça indicam que o vídeo pode ser considerado "apoio ao terrorismo".
Atualizado em 08/10/2014 às 16:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
De acordo com a legislação norte-americana, fornecer serviços, financeiros ou logísticos, treinamento, assistência ou "material de apoio" a organizações terroristas como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda constitui crime contra a segurança nacional. Com base nisso disso, um documentário produzido pelo portal Vice pode ser considerado contra a lei.
Crédito:Reprodução/Vice Portal pode ser condenado por divulgar visão de membros do EI em documentário
O vídeo, de pouco mais de 40 minutos, acompanha Medyan Dairieh, repórter da Vice, durante seu período infiltrado entre os rebeldes extremistas na Síria. O filme, que mostra o funcionamento do Estado Islâmico sob um ponto de vista interno, poderia ser enquadrado como "material de apoio" ao dar oportunidade para membros do grupo expressarem suas visões e opiniões.
Uma reportagem do jornal The Atlantic levantou a questão com base numa decisão de 2011 da Justiça norte-americana contra um cidadão muçulmano. Tarek Mehanna foi condenado a 17 anos de prisão por traduzir textos islâmicos para o inglês e publicá-los na internet. "Uma maneira de fornecer material de apoio é se oferecer como voluntário. Outra maneira é fornecer seus amigos como voluntários ou mesmo pessoas que podem vir a ler as traduções que você coloca na internet", determinava a sentença.
Sob esse entendimento, a Justiça poderia processar a Vice por fornecer seus leitores como voluntários para grupos terroristas, ao traduzir e divulgar as ações do Estado Islâmico sob seu ponto de vista. Nem o portal e nem o jornalista que produziram o documentário foram processados e, segundo a matéria, é "muito difícil" que isso venha a acontecer. Mas, ainda assim, existem precedentes na Justiça para um possível indiciamento.
Assista ao documentário (em inglês):
Crédito:Reprodução/Vice Portal pode ser condenado por divulgar visão de membros do EI em documentário
O vídeo, de pouco mais de 40 minutos, acompanha Medyan Dairieh, repórter da Vice, durante seu período infiltrado entre os rebeldes extremistas na Síria. O filme, que mostra o funcionamento do Estado Islâmico sob um ponto de vista interno, poderia ser enquadrado como "material de apoio" ao dar oportunidade para membros do grupo expressarem suas visões e opiniões.
Uma reportagem do jornal The Atlantic levantou a questão com base numa decisão de 2011 da Justiça norte-americana contra um cidadão muçulmano. Tarek Mehanna foi condenado a 17 anos de prisão por traduzir textos islâmicos para o inglês e publicá-los na internet. "Uma maneira de fornecer material de apoio é se oferecer como voluntário. Outra maneira é fornecer seus amigos como voluntários ou mesmo pessoas que podem vir a ler as traduções que você coloca na internet", determinava a sentença.
Sob esse entendimento, a Justiça poderia processar a Vice por fornecer seus leitores como voluntários para grupos terroristas, ao traduzir e divulgar as ações do Estado Islâmico sob seu ponto de vista. Nem o portal e nem o jornalista que produziram o documentário foram processados e, segundo a matéria, é "muito difícil" que isso venha a acontecer. Mas, ainda assim, existem precedentes na Justiça para um possível indiciamento.
Assista ao documentário (em inglês):





