Do vendaval à brisa
Do vendaval à brisa
Em abril, o tema liberdade de imprensa, como se fosse um súbito vendaval, tomou conta dos corredores em Brasília. Depois de 11 anos de tramitação, Congresso promete votar a nova lei de imprensa ainda este ano.
Esvaziamento das plenárias em ano eleitoral, no entanto, pode transformar a ventania em brisa e adiar o debate
Ventos fortes sopram em Brasília nos últimos dias, anunciando a volta do debate sobre uma lei de imprensa para o Brasil. Assessores se apressam para atualizar folhas de rosto que registram o tortuoso caminho dos projetos por comissões, os pedidos de vista, os apensamentos e carimbos. Parlamentares voltam a participar de eventos, consultas e audiências públicas sobre o tema, tomam posições, ponderam e começam a arriscar novas datas para as votações. A segunda metade deste ano é a nova marca no calendário. "A nova lei de imprensa será debatida de maneira pública, à luz do dia", afirmou o presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia. "Me sinto estimulado com o segundo semestre", prometeu Chinaglia na segunda-feira, 19 de maio, espanando, mais uma vez, a poeira sobre o mais consensual dos projetos para uma nova lei de imprensa brasileira, o já quase adolescente PL 3.232/1992.
Há quem duvide da promessa do presidente da Câmara. O segundo semestre deste ano, como a cada dois anos, é tempo de casa vazia no Congresso Nacional. Os deputados voltam a suas bases, muitos na tentativa de serem eleitos prefeitos, outros, para apoiar seus candidatos aos mais de 5,6 mil governos municipais em todo o país. "O cenário nesse ano eleitoral é complicado. Não acredito no prazo", abre o jogo o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Sergio Murillo de Andrade.
Leia a matéria completa na edição 235 de IMPRENSA






