Do senso comum à originalidade do Jornalismo Turístico, por Aline Alves
Tema: Diante de tantos blogs, youtubers e outros meios que se dedicam a falar sobre turismo, como fazer para que o jornalismo especializado
Atualizado em 17/01/2018 às 11:01, por
Aline Laranjeira Alves.
Artigo vencedor do Foca na IMPRENSA (dezembro 2017)
neste segmento não perca força e importância? Como inovar e ser relevante neste universo inundado de informações?
O jornalismo turístico não deve ser pensado como uma profissão em que se tira férias antecipadas. Seu caráter desafiador pode ser visto quando nos remetemos às questões de infraestrutura e planejamento para se explorar o local, além dos choques culturais que surgem ao longo do trabalho. O profissional necessita de estar exposto a imprevistos e ser um desbravador.
Visto isso, se qualquer indivíduo pode escrever sobre conteúdos turísticos, logo ele deve enxergar-se como um jornalista especializado, imergindo nos locais visitados. Existe alta demanda da sociedade pelos melhores espaços de hospedagem, passeios turísticos, além do desejo cada vez mais frequente por lugares com bom custo x benefício. Essa realidade desmascara o mote de "férias antecipadas", uma vez que se tem um profissional observador das dinâmicas de uma região.
Fala-se de modo incessante acerca do jornalismo multimídia. Esta modalidade relaciona-se com o Jornalismo Turístico na medida em que se necessita de perspectivas inovadoras sobre esta especialidade. O uso do audiovisual é essencial na produção das matérias.
Diante disso, pensar o planejamento gráfico do produto jornalístico também se revela uma estratégia relevante. O investimento em reportagens no modelo parallax scrolling- como a renomada reportagem publicada pelo New York Times, Snow Fall: The Avalanche at Tunnel Creek - envolvem o leitor, na medida de sua criatividade. Nessas narrativas, os conteúdos multimídia se aproximam, pois, a cada rolagem executada, novas ferramentas audiovisuais surgem, distanciando-se da necessidade de se deslocar para novas abas ou janelas, garantindo uma experiência interativa.
Inovações também contemplam maiores interações entre o jornalista e o seu público, já que o desenvolvimento de plataformas como o Trip Advisor torna a concorrência provocadora. Um espaço onde possua dicas e opiniões precisa manter uma área onde haja o feedback dos leitores. É preciso que se tenha equipes ativas para auxiliar o indivíduo em diversos serviços, sugerindo alternativas baseadas no turismo solicitado. O jornalista turístico, portanto, deve manter-se atualizado sobre os locais que visita ou visitou, desde números telefônicos a endereços das ruas, para que, assim, torne-se um membro proativo dentro de sua árdua especialidade.
* é estudante do curso de Jornalismo na Universidade Federal da Bahia.
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