Divulgação de vídeos de ataques epilépticos no YouTube gera protestos

Divulgação de vídeos de ataques epilépticos no YouTube gera protestos

Atualizado em 20/05/2008 às 14:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Ativistas que defendem os direitos de pessoas portadoras de epilepsia na Grã-Bretanha criticaram a divulgação, pelo site YouTube, de vídeos de pessoas sofrendo convulsões.

A Sociedade Nacional para Epilepsia da Grã-Bretanha (NSE, na sigla em inglês) afirmou que alguns dos vídeos são só para satisfazer o voyeurismo dos internautas, sendo equivalentes modernos dos shows de aberrações populares comuns no século 19.

No site de compartilhamento de vídeos há muitos clipes de pessoas sofrendo convulsões e outros mostrando pessoas fingindo ter convulsões. Algumas das imagens foram vistas por mais de 70 mil pessoas.

A NSE revelou a preocupação de que algumas das imagens tenham sido colocadas no YouTube sem a permissão das pessoas que tiveram as convulsões. Segundo Sallie Baxendale, neuropsicóloga da NSE, parece claro que vários vídeos foram gravados nas ruas, com telefones celulares.

Entretanto, segundo a médica, alguns vídeos podem ter sido feitos durante consultas médicas, e mostram a pessoa passando por um eletroencefalograma para monitorar as ondas cerebrais.

De acordo com Baxendale, os comentários postados no YouTube a respeito das imagens foram, geralmente, solidários, mas uma minoria sugeriu que a pessoa sofrendo a convulsão poderia estar possuída e precisando de exorcismo.

A médica afirma que imagens de convulsões epilépticas poderiam ajudar a aumentar os conhecimentos das pessoas sobre o problema. "Não estamos falando 'estas imagens não deviam ser divulgadas, parem agora', mas é algo para se pensar. É algo bom ou ruim? Não tenho certeza", disse.

O site afirmou que analisou e retirou o material que considerou impróprio. "O YouTube tem polícias claras que proíbem material inapropriado. Nossa comunidade (de usuários) compreende as regras e políticas do site para vídeos inadequados", disse um porta-voz do site.

"Quando os usuários acreditam que o conteúdo é impróprio, eles podem denunciar isso, e nossos funcionários vão analisar o mais rápido possível se (o material) viola nossos termos de uso", acrescentou. E disse: "se os usuários desrespeitam estas regras várias vezes, desativamos suas contas".

As informações são do site BBC Brasil

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