Discussões mais que atuais / Por Iraê Pereira Mota - FAVIP(PE)
Discussões mais que atuais / Por Iraê Pereira Mota - FAVIP(PE)
Atualizado em 24/06/2005 às 09:06, por
Iraê Pereira Mota e estudante de jornalismo da Faculdade do Vale do Ipojuca (Favip) Caruaru-PE.
Por O 2º Congresso Brasileiro de Comunicação social trouxe à tona uma discussão, no mínimo, atual: "As novas tecnologias da informação e seus desafios para a criatividade". O encontro, realizado em Recife nos dias 3, 4 e 5 de junho, reuniu nomes de peso da comunicação do país e de Pernambuco como os jornalistas Mauro Salles, Caio Túlio Costa, Jô Mazzarollo, Vandeck Santiago e Ricardo Noblat. Entre as conferências, vários subtemas ligados à temática principal renderam bons debates entre a platéia e os apresentadores.
Destacando os pontos principais abordados na conferência de Caio Túlio Costa, criador do provedor UOL, da Revista da Folha e ombudsman da Folha de São Paulo, vemos que a comunicação sofreu vários reflexos, tanto positivos quanto negativos, com o tamanho desenvolvimento tecnológico pelo qual passa a sociedade. Ele também falou sobre a tv digital, definindo-a "como um ambiente de computação e comunicação multimídia, interativo, em rede, sobre o qual podem ser (e inevitavelmente serão) desenvolvidas aplicações que constituem um mercado mundial de centenas de bilhões de dólares ".
Foi Costa que também trouxe a discussão sobre três conceitos de comunicação desenvolvidos por pesquisadores: a modernidade líquida, de Baunam; o príncipe eletrônico, de Iamni; e a assimetria da informação, de Stiglitz. Essas três teorias basicamente falam sobre as mudanças que a comunicação sofreu com o advento da tecnologia e suas conseqüências no conteúdo, forma e mensagens.
Vandeck Santiago, repórter especial do Diário de Pernambuco, acentuou bem uma das armadilhas da estantaneidade. Segundo ele, um dos malefícios da necessidade de informações rápidas para o jornalismo impresso é que as notícias acabam ficando soltas, sem contextualização. Ele também falou sobre a tendência da especialização, afirmando que ela é necessária, mas o jornalista não pode virar um técnico no assunto porque não é essa a sua verdadeira função.
Na palestra do jornalista e escritor Ricardo Noblat, um tema amplo: "A Ética, a Perda da Exclusividade de Conteúdos, a Renovação da Língua Jornalística e outros desafios aos jornalistas da atualidade". Para falar sobre o assunto, ele fez uma comparação com a prática jornalística e o site de acompanhantes de luxo www.mclass.com.br . Numa analogia pouco comum, Noblat falou sutil e brilhantemente sobre o que se espera do jornalismo: informações confiáveis, foco no local, "por que" ou invés de "o quê", imaginação e ousadia, notícias exclusivas, antecipação dos fatos e novos formatos.
Algumas outras palestras foram mais voltadas à temática da criação e voltada especificamente para os profissionais e alunos de publicidade que também participaram do evento. Além disso, houve conferencistas que fugiram muito do tema proposto e depois de muito falar, não chegavam a lugar nenhum. Mesmo assim, a escolha dos assuntos das palestras e dos próprios palestrantes foi muito pertinente.
O Congresso foi validado como extensão universitária de 30 horas, mas para debater a comunicação seria necessário muito mais que isso. Falar sobre tecnologias da informação em pleno início de século XXI é primordial. Hoje estamos nos deparando com novos aparelhos e novos desafios. Com a explosão da internet como ferramenta comunicacional e as atuais discussões sobre a televisão digital, é preciso que o papel da comunicação e do jornalismo seja colocado em debate sempre, para que ele se molde ao perfil da sociedade, que vem mudando nos últimos tempos.
Destacando os pontos principais abordados na conferência de Caio Túlio Costa, criador do provedor UOL, da Revista da Folha e ombudsman da Folha de São Paulo, vemos que a comunicação sofreu vários reflexos, tanto positivos quanto negativos, com o tamanho desenvolvimento tecnológico pelo qual passa a sociedade. Ele também falou sobre a tv digital, definindo-a "como um ambiente de computação e comunicação multimídia, interativo, em rede, sobre o qual podem ser (e inevitavelmente serão) desenvolvidas aplicações que constituem um mercado mundial de centenas de bilhões de dólares ".
Foi Costa que também trouxe a discussão sobre três conceitos de comunicação desenvolvidos por pesquisadores: a modernidade líquida, de Baunam; o príncipe eletrônico, de Iamni; e a assimetria da informação, de Stiglitz. Essas três teorias basicamente falam sobre as mudanças que a comunicação sofreu com o advento da tecnologia e suas conseqüências no conteúdo, forma e mensagens.
Vandeck Santiago, repórter especial do Diário de Pernambuco, acentuou bem uma das armadilhas da estantaneidade. Segundo ele, um dos malefícios da necessidade de informações rápidas para o jornalismo impresso é que as notícias acabam ficando soltas, sem contextualização. Ele também falou sobre a tendência da especialização, afirmando que ela é necessária, mas o jornalista não pode virar um técnico no assunto porque não é essa a sua verdadeira função.
Na palestra do jornalista e escritor Ricardo Noblat, um tema amplo: "A Ética, a Perda da Exclusividade de Conteúdos, a Renovação da Língua Jornalística e outros desafios aos jornalistas da atualidade". Para falar sobre o assunto, ele fez uma comparação com a prática jornalística e o site de acompanhantes de luxo www.mclass.com.br . Numa analogia pouco comum, Noblat falou sutil e brilhantemente sobre o que se espera do jornalismo: informações confiáveis, foco no local, "por que" ou invés de "o quê", imaginação e ousadia, notícias exclusivas, antecipação dos fatos e novos formatos.
Algumas outras palestras foram mais voltadas à temática da criação e voltada especificamente para os profissionais e alunos de publicidade que também participaram do evento. Além disso, houve conferencistas que fugiram muito do tema proposto e depois de muito falar, não chegavam a lugar nenhum. Mesmo assim, a escolha dos assuntos das palestras e dos próprios palestrantes foi muito pertinente.
O Congresso foi validado como extensão universitária de 30 horas, mas para debater a comunicação seria necessário muito mais que isso. Falar sobre tecnologias da informação em pleno início de século XXI é primordial. Hoje estamos nos deparando com novos aparelhos e novos desafios. Com a explosão da internet como ferramenta comunicacional e as atuais discussões sobre a televisão digital, é preciso que o papel da comunicação e do jornalismo seja colocado em debate sempre, para que ele se molde ao perfil da sociedade, que vem mudando nos últimos tempos.






