Discriminação e falta de informação elevam casos de AIDS no Brasil, aponta Unaids

Georgiana Braga-Orillard, diretora do Unaids, participou da 2ª edição do Fórum AIDS e o Brasil, promovido por IMPRENSA

Atualizado em 01/12/2014 às 15:12, por Gabriela Ferigato.

O número de novos casos de infecção por HIV no Brasil aumentou 11% e o índice de mortes no país atribuídas à AIDS subiu 7% entre 2005 e 2013, segundo relatório divulgado em julho deste ano pela Unaids (Programa da ONU para HIV e AIDS).
Crédito: Georgiana Braga-Orillard, do Unaids, participou da 2ª edição do Fórum AIDS e o Brasil, promovido por IMPRENSA Segundo Georgiana Braga-Orillard, diretora do Unaids no Brasil, a discriminação e a falta de informação são fatores que estão entre as principais causas do aumento. “As pessoas não estão se prevenindo, por medo de serem discriminadas e por medo da reação da família e amigos. Aí acabam chegando muito tarde ao tratamento”, diz.

Georgiana, que participou da 2ª edição do Fórum AIDS e o Brasil, promovido por IMPRENSA na última quinta-feira (27/11), afirma que a discriminação tem um impacto muito forte nesse processo. Dessa forma, há muitos jovens homossexuais descobrindo sua sexualidade e, por medo do preconceito, não conseguem conversar. “Não existe uma educação sexual e acabam se expondo mais ao risco”.

Segundo relatório divulgado pela Unaids, a prevalência do HIV na América Latina é concentrada em determinados grupos mais vulneráveis, como gays, profissionais do sexo e usuários de drogas. Além disso, ao menos um terço das novas infecções na região ocorre em jovens, com idade entre 15 anos e 24 anos.

De acordo com Georgiana, é necessário trabalhar com ações de foco e levar mensagens diferentes para os grupos específicos. “O que chega ao ouvido de um jovem de Porto Alegre (RS) não é a mesma coisa que chega para um jovem em Manaus (AM). As mensagens devem ser adaptadas”, complementa.
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