Dirigente de emissora estatal do Japão surpreende ao negar atos do país na 2ª Guerra
Naoki Hyakuta, um dos doze membros do conselho administrativo da NHK, emissora de TV e rádio estatal do Japão, afirmou, na última segunda-feira (3/2), em discurso em Tóquio, que o "Massacre de Nanquim", ataque japonês durante a Segunda Guerra Mundial que teria matado mais de 300 mil pessoas, nunca existiu.
Atualizado em 04/02/2014 às 15:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Divulgação Conselheiro da emissora negou ataque japonês na Segunda Guerra
"Em 1938, [o militar chinês] Chiang Kai-Shek tentou levar à público a responsabilidade do Japão pelo Massacre de Nanquim, mas as nações do mundo o ignoraram. Por quê? Por que isso nunca aconteceu", disse Hyakuta.
Segundo a BBC, o conselheiro ainda disse que as "atrocidades foram cometidas por todos os lados da guerra, e não há motivo para ensinar tais assuntos às crianças japonesas", acrescentou.
O porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, não quis comentar o caso. "Estou ciente do assunto, mas eu soube que [expessar opiniões pessoais] não violam as leis de transmissão", disse.
Os comentário de Hyakuta vêm dias após outro chefe da corporação de mídia, Katsuto Momii, afirmar que o uso de escravas sexuais por militares japoneses durante a Segunda Guerra era uma prática comum em qualquer país envolvido no conflito. Momii se desculpou publicamente pela afirmação logo em seguida.





