Dirigente da F-1 aconselha presidente da FIA a não processar jornal que divulgou orgia

Dirigente da F-1 aconselha presidente da FIA a não processar jornal que divulgou orgia

Atualizado em 01/04/2008 às 15:04, por Redação Portal IMPRENSA.

O dirigente da F-1 Bernie Ecclestone, que cuida dos direitos comerciais da categoria, aconselhou nesta terça-feira (01/04) o presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Max Mosley, a evitar um processo contra o tablóide News of the World , que publicou um vídeo e fotos nos quais Mosley participaria de uma orgia com cinco mulheres.

De acordo com o tablóide britânico, durante o vídeo, ele aparece fazendo referências nazistas e com o papel de "comandante de um campo de concentração". O jornal relaciona o suposto fetiche de Mosley a seu histórico familiar: seu pai, Oswald Mosley, foi líder do partido fascista inglês, importante aliado de Adolf Hitler no pré-guerra.

Mas para Ecclestone, um processo contra o jornal não ajudaria o dirigente. "Não será fácil. Se ele iniciar um processo, as chances de vencer seriam pequenas, e daria muito mais assunto para a imprensa", comentou Ecclestone em entrevista ao jornal britânico The Times .

Ele também não opinou sobre uma possível saída de Mosley do cargo de dirigência máximo na FIA. "Ele deve fazer o que acha que é certo", disse. Além disso, admitiu que os fatos envolvendo o escândalo, como as referências ao nazismo, chocaram as pessoas.

"Se Max estivesse em uma cama com duas prostitutas, as pessoas diriam 'bom para você', ou coisa parecida. Mas o problema é que acham repulsivo pela forma como aconteceu", afirmou.

Mosley não deverá ir ao Bahrein, local da próxima etapa da categoria, no próximo domingo. "O problema é que tiraria toda a atenção da corrida para um assunto que, honestamente, não é da conta de ninguém", falou Ecclestone.

Segundo a imprensa britânica, um porta-voz de Mosley teria assegurado que o dirigente não tem nenhuma intenção de renunciar ao cargo de presidente da FIA e que ele processará o News of the World pela publicação da história.

Na última segunda-feira (31/03), associações britânicas de judeus mostraram indignação pela divulgação do vídeo. "É um insulto a milhões de vítimas, de sobreviventes do nazismo, assim como suas famílias. Ele teria que pedir perdão. Teria que ser demitido", afirmou um comunicado do Centro do Holocausto.

Com informações da Folha Online

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