Diretora da revita AzMina escreve carta para executiva do Facebook após post censurado

A jornalista Nana Queiroz, ativista da causa feminista e criadora da campanha “Eu Não Mereço Ser Estuprada” e diretora executiva da revista , escreveu uma carta para a principal executiva do Facebook, Sheryl Sandberg, após ter uma publicação retirada do ar por “ferir os padrões” da rede social.

Atualizado em 08/06/2016 às 16:06, por Redação Portal IMPRENSA.

causa feminista e criadora da campanha “Eu Não Mereço Ser Estuprada” e diretora executiva da revista , escreveu uma carta para a principal executiva do Facebook, Sheryl Sandberg, após ter uma publicação retirada do ar por “ferir os padrões” da rede social. O post trazia a imagem de mulheres durante um protesto contra a cultura do estupro.

Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista mandou carta para executiva da rede social
Na carta, a jornalista, tenta mostrar como se sente sem voz quando esse tipo de censura acontece e, ao mesmo tempo, pretende apontar que a política adotada pelo site prejudica quem luta por causas extremamente importantes. “Não é a primeira vez, Sheryl, que sofro punições com o mesmo argumento, quando só lutava por um Brasil em que mulheres pudessem ser mais felizes. Na anterior, fui bloqueada por sete dias por postar fotos da campanha de prevenção do câncer de mama”.

Ela também questiona a falta de interesse do Facebook em punir homens que fazem ameaças e ofendem mulheres com frases machistas. “Em 2014, quando liderei o protesto on-line Eu Não Mereço Ser Estuprada, recebi cerca de 500 mensagens de áudio, ameaças de estupro e linchamento por meio da rede e não me senti protegida pelo Facebook”.

Nana alerta que já fez inúmeras denúncias ao site contra pessoas que a ameaçaram ou fizeram comentários ofensivos contra ela, mas, em todos os casos, recebeu resposta dizendo que “as mensagens não ferem os padrões da comunidade”.

Crédito:Reprodução Imagem de manifestação contra estupro foi censurada
No final da carta, a jornalista ainda sugere possíveis medidas para melhorar o comportamento da rede social em relação a esses acontecimentos. Para ela, o site deveria contar com uma espécie de polícia. “O Facebook precisa de uma de uma força-tarefa qualificada que avalie cada denúncia de maneira mais profunda. Precisa punir quem fizer falsas denúncias – afinal, na vida real não é assim?”.

O texto surtido efeito, mas por pouco tempo. Depois de emitir nota pedindo desculpas e alegando que a retirada do post foi um erro. A imagem na página da jornalista foi novamente bloqueada: "Gente, esquece a celebração: postei que o Facebook me devolveu o perfil e o direito de postar a foto do protesto. Assim que postei, em três minutos, a foto foi novamente tirada do ar".