Diretora critica decisão de extinguir TVE para criar TV pública
Diretora critica decisão de extinguir TVE para criar TV pública
A jornalista Beth Carmona, diretora-presidente da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), instituição que administra a TVE Rede Brasil, manifestou "certa surpresa" com a decisão do governo federal de extinguir a emissora que comanda para criar a nova TV pública. Segundo Carmona, os funcionários da TVE são os mais preparados para fazer TV pública e os cerca de 1,2 mil servidores da instituição temem demissões causadas pela nova medida.
Beth explica que poderão ocorrer problemas para a incorporação dos funcionários da TVE, que representa uma organização social com estatuto jurídico e sem fins lucrativos, à nova estrutura criada, a de uma empresa. Ela observa que, para serem plenamente incorporados à TV pública, os funcionários terão que prestar concurso, mas, nesse caso, terão de disputar vagas com pessoas de fora da empresa.
Para evitar, portanto, eventuais problemas jurídicos, o contrato de gestão da Acerp com o governo federal deverá ser modificado. "Acho que a Acerp ainda dura uns três anos", afirmou Beth, que se diz preocupada em encerrar "direito" as atividades da organização.
A presidente da TV pública, Tereza Cruvinel, afirma que o modelo de gestão da TV pública, que está sendo montado pela Fundação Getúlio Vargas, não prevê demissões e a Acerp não acabará. "Porque, se acabasse, os empregados seriam demitidos", ressaltou. Segundo Cruvinel, a migração dos trabalhadores da TVE Rede Brasil para a nova empresa deverá se dar com o novo contrato de gestão e por meio de processos seletivos, para ocupar cargos de contratação por 36 meses.






