Diretor na Universidade de Columbia revela otimismo com o futuro do jornalismo
O jornalista norte-americano Steve Coll, colunista do The New Yorker, diretor da Faculdade de Jornalismo da Universidade de Columbia e autorde best-sellers investigativos sobre a CIA e a família de Osama Bin Laden, entre outros, revelou em entrevista publicada nesta segunda-feira (10/3) que duvida da suposta "crise" no jornalismo.
Atualizado em 10/03/2014 às 18:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
colunista do The New Yorker , diretor da Faculdade de Jornalismo da Universidade de Columbia e autor de best-sellers investigativos sobre a CIA e a família de Osama Bin Laden, entre outros, revelou em entrevista publicada nesta segunda-feira (10/3) que duvida da suposta "crise" no jornalismo. "Sou um grande otimista", disse.
Crédito:Divulgação Steve Coll diz que há novos investimentos no jornalismo
Coll recebeu os jornalistas da Folha de S.Paulo em seu escritório na Universidade de Columbia, onde falou sobre os investimentos em jornalismo nos tempos atuais, redes sociais, espionagem e empreendedorismo como o caminho ideal para as novas gerações de jornalistas.
"A recessão nos EUA acabou, então as receitas de jornais, revistas e TVs não estão caindo como durante a recessão. Há um enorme boom de investimento em mídia. [...] Nem todo o investimento é no que eu chamaria de jornalismo de qualidade, mas há novas ideias na criação de conteúdo e construção de audiências", diz.
Sobre os novos jornalistas que se formam a cada ano e como esses profissionais podem se encaixar no mercado de trabalho, Coll afirma que o caminho a seguir é o do empreendedorismo, mas que ainda há bastante espaço para investimento na TV paga dos Estados Unidos, onde, ele afirma, os aportes continuam altos.
O jornalista ainda fala sobre o Facebook, dizendo que a rede social o fazia sentir "explorado", o que o motivou a migrar para o Twitter. "Muita gente não se importa com essa praça pública porque não estão sob risco de vida ou de atrair violência por suas opiniões, ou porque não estão tão preocupadas com sua privacidade ou com o uso comercial dela. Eu gostaria de ver mais consciência pública de que esses espaços comerciais não podem substituir os espaços públicos de debate. Seria como um shopping substituir a calçada ou a praça", diz.
A espionagem do governo norte-americano, mais especificamente a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), também é alvo de críticas de Coll. "Insultar aliados ou países amistosos cria custos maiores que os benefícios. Mas eles [NSA] estavam isolados do bom senso", afirma. A entrevista completa pode ser lida .
Crédito:Divulgação Steve Coll diz que há novos investimentos no jornalismo
Coll recebeu os jornalistas da Folha de S.Paulo em seu escritório na Universidade de Columbia, onde falou sobre os investimentos em jornalismo nos tempos atuais, redes sociais, espionagem e empreendedorismo como o caminho ideal para as novas gerações de jornalistas.
"A recessão nos EUA acabou, então as receitas de jornais, revistas e TVs não estão caindo como durante a recessão. Há um enorme boom de investimento em mídia. [...] Nem todo o investimento é no que eu chamaria de jornalismo de qualidade, mas há novas ideias na criação de conteúdo e construção de audiências", diz.
Sobre os novos jornalistas que se formam a cada ano e como esses profissionais podem se encaixar no mercado de trabalho, Coll afirma que o caminho a seguir é o do empreendedorismo, mas que ainda há bastante espaço para investimento na TV paga dos Estados Unidos, onde, ele afirma, os aportes continuam altos.
O jornalista ainda fala sobre o Facebook, dizendo que a rede social o fazia sentir "explorado", o que o motivou a migrar para o Twitter. "Muita gente não se importa com essa praça pública porque não estão sob risco de vida ou de atrair violência por suas opiniões, ou porque não estão tão preocupadas com sua privacidade ou com o uso comercial dela. Eu gostaria de ver mais consciência pública de que esses espaços comerciais não podem substituir os espaços públicos de debate. Seria como um shopping substituir a calçada ou a praça", diz.
A espionagem do governo norte-americano, mais especificamente a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), também é alvo de críticas de Coll. "Insultar aliados ou países amistosos cria custos maiores que os benefícios. Mas eles [NSA] estavam isolados do bom senso", afirma. A entrevista completa pode ser lida .





