Diretor-geral da Globo diz que jornalismo prova que há diversidade étnica na emissora

Diretor-geral da Rede Globo, Carlos Henrique Schroder usou o jornalismo da emissora como exemplo para se defender de acusações de que pessoas negras e pardas recebem poucas oportunidades no canal.

Atualizado em 10/05/2018 às 10:05, por Redação Portal IMPRENSA.

O executivo respondia perguntas sobre a poucas diversidade étnica prevista na escalação de atores da próxima novela das 9, “Segundo Sol”, dirigida por João Emanuel Carneiro. Crédito:Reprodução

“Não, não, olha para o lado, eu gosto de dar o exemplo do jornalismo. Olha para o jornalismo. Hoje temos o Heraldo Pereira, a Maju, a Glória Maria, varios”, enumerou Schroder, em entrevista à coluna de Cristina Padiglione para a Folha de S. Paulo, publicada nesta quarta-feira, 9.


Enquanto a Bahia conta com 76% de negros ou pardos declarados em sua população, “Segundo Sol” terá apenas quatro atores desse segmento étnico em seu elenco, apesar de a novela se passar no Estado. Uma das justificativas dada na mesma entrevista pelo diretor artírstico do folhetim , Dennis Carvalho, é que se trata de uma obra de ficção, não de um documentário. “Não vamos forçar a barra, isso tem que vir naturalmente”, afirmou.


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