Diretor do Newseum diz que "modelo tradicional de jornalismo está quebrado"
Em entrevista ao portal R7, o jornalista Gene Policinski, diretor do Instituto Newseum — museu sobre a imprensa mundial — e vice-presidente do First Amendment Center, falou sobre a liberdade de imprensa e as mudanças dos rumos no jornalismo.
Atualizado em 07/10/2015 às 12:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
o jornalista Gene Policinski, diretor do Instituto — museu sobre a imprensa mundial — e vice-presidente do First Amendment Center, falou sobre a liberdade de imprensa e as mudanças dos rumos no jornalismo.
Crédito:Reprodução/Newseum Gene Policinski critica modo como jornalismo tem sido "vendido" aos leitores
Para ele, "o modelo tradicional de jornalismo está quebrado". "Os primeiros empregados que são demitidos costumam ser os mais velhos, que têm a possibilidade de adicionar mais conhecimento para os assuntos abordados nas notícias. Não estamos perdendo só números, mas experiência e perspectiva", declarou.
Policinski, que está no Brasil para abordar o papel do jornalismo na defesa da democracia em uma série de palestras, tem esperança de que a mudança do jornalismo seja de um sistema para outro. "Só posso dizer que as pessoas precisam de informação, e o que está quebrado não é o jornalismo, mas a maneira como pagamos por ele", explicou.
O jornalista destacou que a informação gratuita é, na verdade, propaganda que utiliza os dados dos leitores. Ele observa que é necessário retomar a ideia de que a informação tem valor e deve-se pagar por isso.
Ao analisar o contexto da comunicação na internet, ele pondera que apesar de não haver muitas chances para confirmar dados e entrevistar diversas fontes antes de publicar uma notícia, o lado positivo se dá pela possibilidade de alcançar o mundo.
"Os leitores podem interagir de volta conosco, o que nos traz uma visão mais rica do assuntos. As pessoas não precisam mais procurar a informação, elas sabem que tem uma grande variedade de fontes disponíveis. Acredito que os benefícios proporcionados pela internet são tantos quanto seus pontos negativos", observou.
Gene Policinski reforça que a imprensa livre e a liberdade de expressão são valores fundamentais para a sociedade. "Acho que um dos maiores perigos de uma sociedade é desconfiar da verdade. Acredito que a verdade é o poder na política, e os indivíduos, o governo e o jornalismo falham quando não dão a totalidade dos fatos", acrescentou.
Crédito:Reprodução/Newseum Gene Policinski critica modo como jornalismo tem sido "vendido" aos leitores
Para ele, "o modelo tradicional de jornalismo está quebrado". "Os primeiros empregados que são demitidos costumam ser os mais velhos, que têm a possibilidade de adicionar mais conhecimento para os assuntos abordados nas notícias. Não estamos perdendo só números, mas experiência e perspectiva", declarou.
Policinski, que está no Brasil para abordar o papel do jornalismo na defesa da democracia em uma série de palestras, tem esperança de que a mudança do jornalismo seja de um sistema para outro. "Só posso dizer que as pessoas precisam de informação, e o que está quebrado não é o jornalismo, mas a maneira como pagamos por ele", explicou.
O jornalista destacou que a informação gratuita é, na verdade, propaganda que utiliza os dados dos leitores. Ele observa que é necessário retomar a ideia de que a informação tem valor e deve-se pagar por isso.
Ao analisar o contexto da comunicação na internet, ele pondera que apesar de não haver muitas chances para confirmar dados e entrevistar diversas fontes antes de publicar uma notícia, o lado positivo se dá pela possibilidade de alcançar o mundo.
"Os leitores podem interagir de volta conosco, o que nos traz uma visão mais rica do assuntos. As pessoas não precisam mais procurar a informação, elas sabem que tem uma grande variedade de fontes disponíveis. Acredito que os benefícios proporcionados pela internet são tantos quanto seus pontos negativos", observou.
Gene Policinski reforça que a imprensa livre e a liberdade de expressão são valores fundamentais para a sociedade. "Acho que um dos maiores perigos de uma sociedade é desconfiar da verdade. Acredito que a verdade é o poder na política, e os indivíduos, o governo e o jornalismo falham quando não dão a totalidade dos fatos", acrescentou.





