Diretor do MySpace afirma que site monitora todo o conteúdo postado por usuários

Diretor do MySpace afirma que site monitora todo o conteúdo postado por usuários

Atualizado em 29/05/2008 às 18:05, por Redação Portal IMPRENSA.

O presidente do MySpace Brasil, Emerson Calegaretti, afirmou nesta quinta-feira (29), na CPI da Pedofilia, que a empresa monitora as 15 milhões de imagens e os 70 mil vídeos carregados por dia no site de relacionamento.

Em resposta a questionamentos do presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), Calegaretti informou que as autoridades são notificadas sobre a identificação de imagens e conteúdos indevidos, que são removidos em até 30 minutos. Além disso, as páginas removidas, e as informações sobre os responsáveis pelo conteúdo ficam à disposição das autoridades judiciais por um ano.

A notificação à Justiça, disse o diretor, não é uma obrigação legal, mas uma política adotada pela empresa. Técnicos do MySpace localizados em escritórios na Europa, na Ásia e nos Estados Unidos monitoram as páginas, explicou Calegaretti. Ele informou que todas as imagens postadas passam por uma primeira verificação, na qual são identificados materiais suspeitos, que são enviados para revisão. Numa segunda fase, imagens e conteúdos confirmados como inadequados são eliminados do site.

Com 110 milhões de usuários em todo o mundo e acessado mensalmente por três milhões de brasileiros, o executivo afirmou que a empresa mantém um sistema de bloqueio automático de sites pornográficos.

Indagado por Magno Malta, Calegaretti confirmou que o MySpace enfrentou denúncias nos Estados Unidos, entre 2005 e 2006, de abrigar pedófilos entre seus usuários. A empresa reconheceu os problemas e passou por um processo de mudança no sistema operacional.

"Tivemos a humildade de reconhecer que não dispúnhamos de mecanismos de proteção. Operamos muitas mudanças e adotamos o padrão de segurança que hoje dificulta o acesso a usuários que querem fazer uso criminoso da rede" frisou.

Calegaretti informou que, ao ingressar no site, o usuário tem seus dados cruzados com a lista de pedófilos mantida pelas autoridades norte-americanas. Além de bloquear o acesso a pessoas cujos nomes constam na lista, o site informa às autoridades sobre as intenções do pedófilo.

As informações são da Agência Senado e do Globo Online

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