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Diretor do Google corre risco de ser torturado no Egito, diz Anistia Internacional

Diretor do Google corre risco de ser torturado no Egito, diz Anistia Internacional

No último domingo (06), a Anistia Internacional (AI) alertou para o risco de tortura e maus tratos contra um funcionário do Google, que teria sido preso no Egito durante as manifestações de rua que pedem a deposição do presidente Hosni Mubarak. A entidade afirma que o diretor de marketing da companhia, Wael Ghuneim, foi arrastado pelas forças de segurança do país no dia 28 de janeiro, e que desde essa data seu paradeiro é desconhecido.
De acordo com informações das agências de notícias, Ghuneim havia ido para o Egito a negócios, e teria assistido aos protestos na Praça Tahrir, Cairo, local em que os manifestantes se concentram para pedir a saída de Mubarak. No dia em que, supostamente, foi levado pelas forças de segurança egípcias, o diretor do Google teria ido encontrar seu irmão, e não conseguiu mais ser localizado pelos seus familiares - que perceberam que seus telefones estavam desligados.
Em comunicado, o subdiretor da AI para o Oriente Médio e Norte da África, Hadj Sahraoui, pediu para que as autoridades do Egito informe sobre o paradeiro de Ghuneim e para "deixá-lo em liberdade, ou imputar-lhe algum crime". "O caso dele é apenas um de muitos que ilustram a contínua ofensiva das autoridades egípcias sobre aqueles que exercem seu direito de protesto pacífico", ressaltou Sahraoui, que ainda exigiu que, caso o funcionário do Google esteja detido, deve ter acesso a um medico e a um advogado de sua escolha.
As manifestações nas ruas do Egito começaram no dia 25 de janeiro, e na última semana atingiram o ápice da violência. Militantes pró-Mubarak atacaram civis e correspondentes internacionais que estão no país cobrindo os protestos. Na sexta (04), o repórter do jornal Al-Taawun , Mohammed Mahmoud, de 36 anos, foi a primeira vítima fatal entre os jornalistas que realizavam a cobertura dos conflitos.

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