Diretor de mercado do Grupo Estado fala sobre o Festival Internacional de Cannes 2012
O Grupo Estado representa oficialmente o "Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade" no Brasil desde março de 2001 e hoje é o principal articulador do festival no país.
Veja entrevistas com os jurados do Festival de Cannes no .
Para ele, as expectativas com a participação brasileira é sempre alta não só porque o país apresenta boas produções e inovações mas especialmente pelo crescimento econômico do mercado interno e a criação de interesses de negócios para o mercado externo. Um dos papéis do Grupo Estado, como mediador e propulsor do evento nacionalmente, é aumentar a percepção do mercado interno sobre as oportunidades de negócio que o festival pode gerar. Para ele, cada vez mais, Cannes se torna uma referência para trocas, debates e reprodução de conhecimento na área de comunicação. À IMPRENSA, Costa comentou sobre as políticas de seleção dos jurados e a preocupação do festival de compor um júri com credibilidade, sobre as mudanças do perfil dos participantes e também das expectativas crescentes para a comunicação brasileira em Cannes.
IMPRENSA – Como funciona a seleção dos jurados brasileiros?
Fábio Costa – A seleção começa com um processo rigoroso de análise do currículo dos candidatos, nossos critérios são pautados na trajetória do profissional e quanto ele contribuiu para o mercado e também seu desempenho com trabalhos e projetos criativos. O Estadão indica três nomes, e, em Cannes, há uma nova análise com o objetivo final de manter um equilíbrio da representatividade do júri e garantir a credibilidade. O seja, há uma preocupação muito grande em não permitir nenhuma supremacia de grupos específicos e, ao mesmo tempo, criar uma equipe de referência para a comunicação criativa.
O perfil de quem participa do festival está mudando?
Estamos percebendo uma mudança, sim. Claro que não se alterou o foco do prêmio, que é o reconhecimento do trabalho dos profissionais de agência, mas estamos percebendo o crescimento de interesse e a participação dos anunciantes. O festival é cada vez mais entendido como uma ferramenta de relacionamento com o mercado, pois se configura como uma excelente oportunidade de aproximação do veículo com as agências e anunciantes.
A participação do Brasil no festival sempre foi muito expressiva. Quais são as expectativas para este ano?
As expectativas sobre o Brasil sempre foram altas e elas só tem crescido. Considerando que o mercado interno brasileiro tem crescido significativamente e gerado muito interesse externamente, é compreensível que a comunicação brasileira tenha um papel relevante durante o festival.






