Diretor de jornal mexicano é sequestrado para não publicar notícias sobre o narcotráfico
O jornalista Enrique Juárez Torres, diretor do jornal Mañana, de Matamoros, no estado de Tamaulipas, foi sequestrado por três homens em seu escritório na última quarta-feira (4/2).
Atualizado em 06/02/2015 às 14:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
diretor do jornal Mañana de Matamoros , no estado de Tamaulipas, foi sequestrado por três homens em seu escritório na última quarta-feira (4/2). Após ser espancado pelos captores, ele foi libertado.
Crédito:Divulgação Enrique Juárez Torres deixou a cidade após ser espancado por narcotraficantes
De acordo com Panorama , o jornalista estava na redação, no segundo andar do edifício, quando, por volta das 16h, três homens armados entraram perguntando por ele. Arrastado para a área exterior do prédio, Torres foi empurrado para dentro de uma caminhonete. Os sequestradores deram voltas na cidade com ele dentro do veículo, onde o espancaram e disseram que seria morto se seguisse publicando histórias sobre a violência dos cartéis que competem pelo controle do tráfico na fronteira com os EUA.
À polícia, Torres disse que seu sequestro é um "aviso" do Cartel do Golfo, uma das organizações que compete pelo controle estratégico da região, em represália às notícias publicadas pelo jornal sobre os recentes confrontos armados no local que deixaram nove mortos.
Desde o último domingo (1/2), a violência desandou na região, já acostumada com os enfrentamentos entre grupos rivais que brigam para desenvolver atividades relacionadas ao narcotráfico na fronteira com os Estados Unidos.
Temendo novos ataques, o Mañana não publicou a notícia sobre o sequestro de seu diretor, nem sobre a bomba artesanal jogada no prédio da prefeitura da cidade. Segundo Enrique Juárez Torres, seu jornal voltará a adotar a política de não publicar nenhuma notícia sobre a violência do narcotráfico da região.
"Temas sobre insegurança, voltam ao congelador", disse Torres, que deixou a cidade, por precaução.
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Crédito:Divulgação Enrique Juárez Torres deixou a cidade após ser espancado por narcotraficantes
De acordo com Panorama , o jornalista estava na redação, no segundo andar do edifício, quando, por volta das 16h, três homens armados entraram perguntando por ele. Arrastado para a área exterior do prédio, Torres foi empurrado para dentro de uma caminhonete. Os sequestradores deram voltas na cidade com ele dentro do veículo, onde o espancaram e disseram que seria morto se seguisse publicando histórias sobre a violência dos cartéis que competem pelo controle do tráfico na fronteira com os EUA.
À polícia, Torres disse que seu sequestro é um "aviso" do Cartel do Golfo, uma das organizações que compete pelo controle estratégico da região, em represália às notícias publicadas pelo jornal sobre os recentes confrontos armados no local que deixaram nove mortos.
Desde o último domingo (1/2), a violência desandou na região, já acostumada com os enfrentamentos entre grupos rivais que brigam para desenvolver atividades relacionadas ao narcotráfico na fronteira com os Estados Unidos.
Temendo novos ataques, o Mañana não publicou a notícia sobre o sequestro de seu diretor, nem sobre a bomba artesanal jogada no prédio da prefeitura da cidade. Segundo Enrique Juárez Torres, seu jornal voltará a adotar a política de não publicar nenhuma notícia sobre a violência do narcotráfico da região.
"Temas sobre insegurança, voltam ao congelador", disse Torres, que deixou a cidade, por precaução.
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