Direitos versus deveres geram Cidades de Deus / Por Yara Verônica Ferreira - USJT (SP)
Direitos versus deveres geram Cidades de Deus / Por Yara Verônica Ferreira - USJT (SP)
Atualizado em 03/08/2005 às 10:08, por
Yara Verônica Ferreira e estudante de jornalismo da Universidade São Judas Tadeu (SP).
Por Para garantir os direitos sociais dos cidadãos, a Constituição Federal determina no capítulo segundo, artigo sexto, que: "são direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assitência aos desamparados, na forma desta Constituição".
Houve um investimento importante que iniciou-se em 1983 e possibilitou a muitas famílias adquirirem sua casa própria na Zona Leste da cidade, mas nem só de moradia vive um ser humano. A complexidade de uma cidade como São Paulo, arquiva na pasta do esquecimento o uso das regras impostas pela Constituição Federal, quando da elaboração de um planejamento habitacional, como o da Cidade Tiradentes.
Não havia mais nada além de prédios nos conjuntos habitacionais da Cidade Tiradentes. Os moradores tinham que atravessar matagais para pegar um ônibus, lembra a professora Luciana Soares da Silva, que reside na região há 11 anos. "Eu lembro que desde os seis anos eu já ouvia falar de brigas por escolas, hospitais, transporte, essas coisas que são mais importantes na vida das pessoas".
Ruas José Francisco Brandão, Ivan Andres, Dante Alderigo, avenida dos Têxteis e outras sem placas, uma caminhada de duas horas e o que se encontra é um povo que respira um ar mais salubre porque a poluição não chegou naquele recanto, já que não há atrativos como shoppings, cinemas, centros culturais, bibliotecas, teatros e outras diversões para outras pessoas visitarem o local.
Os moradores, que em 2000, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontava 190.657 mil habitantes, resguardam aquela região, ainda que ela não tenha uma infra-estrutura adequada à educação, à saúde, ao trabalho, à moradia, ao lazer, à segurança, à previdência social, à proteção à maternidade e à infância, à assitência aos desamparados. São pessoas que lutam por um mínimo de bem estar e vão reivindicando seus direitos, mas os recebem a conta gotas. A professora Luciana diz que há vários movimentos de moradores que batalham pelas causas sociais, mas que nem sempre obtém sucesso. As melhorias acontecem lentamente.
Assim, as pessoas são obrigadas a enfrentar quase seis horas nos meios de transporte, entre ir e vir do trabalho em áreas distantes do bairro. Algumas empresas, como a Casas Bahia e o supermercado Bom Preço, já se instalaram na entrada do bairro, mas o comércio da região ainda é baseado em pequenas portas que se abrem para vender pães, roupas, produtos de perfumaria, conserto e confecção de roupas, cabeleireiras, bares, oficinas mecânicas e placas em vários prédios sobre prestação de serviços.
O ex-vereador e relator do Plano Diretor criado em 2001, Nabil Bonduki, diz que consta como meta privilegiar uma readequação da região. "Independente de gostar ou não gostar do Céus, é uma outra discussão, se ele é caro ou não é caro, o que houve é o fundamental, que é levar para a periferia equipamentos de cultura, lazer, cinema, espaço de teatro, piscina."
Para os moradores da Cidade Tiradentes que ainda não puderam disfrutar de um Centro Educacional Unificado (Céu), vale sentar na esquina para jogar dominó ou cartas, nos botequins para tomar uma cerveja com os amigos, empinar pipa no meio da rua, reunir-se com os que professam a mesma fé em festas para arrecadar dinheiro para a Igreja ou, pegar o ônibus no terminal que em fins de semana, pelo menos levam apenas 50 minutos para cruzar a cidade e chegar ao Shopping Tatuapé, ou ainda uma meia hora para parar no Shopping Aricanduva, que é mais próximo.
Mas, para chegar a um centro cultural onde poderiam disfrutar de cinema de graça ou de um bom espaço na biblioteca, além de mais tempo, gastariam mais dinheiro com condução, então o jeito é ficar pela região ou fazer um passeio mais curto.
Houve um investimento importante que iniciou-se em 1983 e possibilitou a muitas famílias adquirirem sua casa própria na Zona Leste da cidade, mas nem só de moradia vive um ser humano. A complexidade de uma cidade como São Paulo, arquiva na pasta do esquecimento o uso das regras impostas pela Constituição Federal, quando da elaboração de um planejamento habitacional, como o da Cidade Tiradentes.
Não havia mais nada além de prédios nos conjuntos habitacionais da Cidade Tiradentes. Os moradores tinham que atravessar matagais para pegar um ônibus, lembra a professora Luciana Soares da Silva, que reside na região há 11 anos. "Eu lembro que desde os seis anos eu já ouvia falar de brigas por escolas, hospitais, transporte, essas coisas que são mais importantes na vida das pessoas".
Ruas José Francisco Brandão, Ivan Andres, Dante Alderigo, avenida dos Têxteis e outras sem placas, uma caminhada de duas horas e o que se encontra é um povo que respira um ar mais salubre porque a poluição não chegou naquele recanto, já que não há atrativos como shoppings, cinemas, centros culturais, bibliotecas, teatros e outras diversões para outras pessoas visitarem o local.
Os moradores, que em 2000, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontava 190.657 mil habitantes, resguardam aquela região, ainda que ela não tenha uma infra-estrutura adequada à educação, à saúde, ao trabalho, à moradia, ao lazer, à segurança, à previdência social, à proteção à maternidade e à infância, à assitência aos desamparados. São pessoas que lutam por um mínimo de bem estar e vão reivindicando seus direitos, mas os recebem a conta gotas. A professora Luciana diz que há vários movimentos de moradores que batalham pelas causas sociais, mas que nem sempre obtém sucesso. As melhorias acontecem lentamente.
Assim, as pessoas são obrigadas a enfrentar quase seis horas nos meios de transporte, entre ir e vir do trabalho em áreas distantes do bairro. Algumas empresas, como a Casas Bahia e o supermercado Bom Preço, já se instalaram na entrada do bairro, mas o comércio da região ainda é baseado em pequenas portas que se abrem para vender pães, roupas, produtos de perfumaria, conserto e confecção de roupas, cabeleireiras, bares, oficinas mecânicas e placas em vários prédios sobre prestação de serviços.
O ex-vereador e relator do Plano Diretor criado em 2001, Nabil Bonduki, diz que consta como meta privilegiar uma readequação da região. "Independente de gostar ou não gostar do Céus, é uma outra discussão, se ele é caro ou não é caro, o que houve é o fundamental, que é levar para a periferia equipamentos de cultura, lazer, cinema, espaço de teatro, piscina."
Para os moradores da Cidade Tiradentes que ainda não puderam disfrutar de um Centro Educacional Unificado (Céu), vale sentar na esquina para jogar dominó ou cartas, nos botequins para tomar uma cerveja com os amigos, empinar pipa no meio da rua, reunir-se com os que professam a mesma fé em festas para arrecadar dinheiro para a Igreja ou, pegar o ônibus no terminal que em fins de semana, pelo menos levam apenas 50 minutos para cruzar a cidade e chegar ao Shopping Tatuapé, ou ainda uma meia hora para parar no Shopping Aricanduva, que é mais próximo.
Mas, para chegar a um centro cultural onde poderiam disfrutar de cinema de graça ou de um bom espaço na biblioteca, além de mais tempo, gastariam mais dinheiro com condução, então o jeito é ficar pela região ou fazer um passeio mais curto.






