Direito à proteção das fontes jornalísticas está ameaçado em Ruanda

Direito à proteção das fontes jornalísticas está ameaçado em Ruanda

Atualizado em 13/09/2007 às 11:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Depois de acusar a imprensa privada da Ruanda de prejudicar o governo do país, o ministro do Interior, Sheikh Musa Fazil Harerimana, ameaçou forçar os jornalistas a revelarem as suas fontes, segundo noticiaram órgãos locais.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) afirma que o diário pró-governamental New Times teria publicado declarações de Harerinama em que este diz que "se um jornalista escrever uma história citando uma carta que foi contrabandeada, ele também é passível de ser castigado. E para não ser processado, o jornalista tem de nos dizer quem lhe deu a carta" - o ministro referia-se a um artigo publicado em julho no semanário Umuseso , no qual foram citados documentos oficiais relacionados a um escândalo de pagamentos envolvendo forças de manutenção de paz ruandesas que serviram no Darfur.

Para o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon, "o governo precisa reconhecer que a imprensa não pode desempenhar o seu papel de cão de guarda sem recorrer a fontes confidenciais e documentos". Também apreensivo, Jean-Bosco Gasasira, diretor do Umuvugizi , um dos principais jornais privados de Ruanda, receia que esta atitude "intimidatória" do ministro abra caminho à "perda de fontes de informação" ou à "detenção de jornalistas".