Dilma insiste para que a ONU adote marco civil internacional na internet

Após espionagem à Alemanha e França, a presidente Dilma Rousseff insistiu nesta quinta-feira (24/10) para que a ONU adote um marco civil para proteger a privacidade dos usuários na internet.

Atualizado em 24/10/2013 às 14:10, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Agência Brasil Presidente defende regulação internacional da internet
“Defendemos, e como fiz na ONU, que haja marco civil multilateral para governança e uso da internet. Isso implicaria numa discussão sobre a proteção dos dados da internet para impedir que qualquer movimentação de combate ao terrorismo, que não cabe ao meu caso, do Brasil ou do celular da (Angela) Merkel, seja usada como álibi para guerra cibernética", afirmou Dilma em entrevista à Rádio Itatiaia.
De acordo com a agência EFE, a governante lembrou que em visita recente ao Brasil, Fadi Chehadé, presidente da Icann (Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), apoiou a proposta brasileira para regular a rede e anunciou a realização de um fórum global no país em abril de 2014 para discutir o assunto.

Nesta semana, o governo alemão informou que o celular da chanceler alemã Angela Merkel pode ter sido grampeado pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês), enquanto documentos citados pela imprensa francesa mostraram que a mesma agência espionou 70,3 milhões de chamadas e mensagens eletrônicas na França.

Alemanha e França protestaram formalmente e convocaram a consulta aos embaixadores dos Estados Unidos em seus países.