Dilma defende regulação econômica da mídia sem intervir na liberdade de imprensa

Esta é a quarta entrevista que a presidente concedeu à imprensa após a reeleição

Atualizado em 29/10/2014 às 09:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Na quarta entrevista que concedeu à imprensa depois da reeleição, a presidente Dilma Rousseff disse na última terça-feira (28/10), ao "SBT Brasil", que defenderá no seu segundo mandato a regulação econômica da mídia, mas que o assunto será bastante debatido antes de qualquer medida.

Crédito:Reprodução Presidente garante não interferirá na liberdade de imprensa
"Como qualquer setor econômico, porque a mídia não é só um setor cultural ou jornalístico, ela tem que ter regulamentações econômicas. Vamos discutir o projeto bastante antes de fazê-lo, declarou a presidente ao jornalista Kennedy Alencar.

Dilma ponderou que a questão não pode ser confundida com interferência na liberdade de expressão. "Não vou regulamentar a mídia no sentido de interferir na liberdade de expressão. Vivi sob a ditadura. Sei o imenso valor da liberdade de imprensa. Agora, como qualquer setor econômico, ela [a mídia] tem que ter regulações econômicas".
Para a presidente, um dos pontos prioritários é a regulamentação do direito de resposta. Ela defendeu a medida, mas disse que é preciso impor limites. "As pessoas também não podem se dar ao luxo de muitas vezes querer bloquear informações porque se sentem ameaçadas ou feridas por isso que tem de regulamentar", disse.
Ao comentar sobre as investigações dos escândalos da Petrobras, Dilma citou indiretamente o assunto da reportagem da revista Veja, na qual o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, teria afirmado em depoimento que ela e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam do esquema de desvio de dinheiro da estatal.
“Farei uma comunicação integral de todas as informações para a população, de forma que vazamentos seletivos que interessam a grupos que manejam essas informações não os beneficiem mais. Eu fui vítima nos últimos dias da minha campanha de um vazamento estranhíssimo, porque a acusação não foi feita às claras e a prova não foi mostrada", acrescentou.
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