Dilma considera espionagem “pior ou igual” ao terrorismo; “acho gravíssimo”, revela

Nesta sexta-feira (6/9), a presidente Dilma Rousseff disse que a espionagem dos EUA sob suas conversas particulares “é pior ou igual” ao terrorismo.

Atualizado em 06/09/2013 às 14:09, por Redação Portal IMPRENSA.

uol.com.br/content_file_storage/2013/09/06/dilmaG20.jpg"> Para a presidente, espionagem americana é pior que terrorismo
De acordo com O Estado de S. Paulo , Dilma não confirmou se a expressão "terrorismo" teria sido usada na última quinta-feira (5/9) pelo grupo dos maiores países emergentes, os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), para se referir à espionagem. "Não vou dizer se alguém falou ou não falou porque posso não ter ouvido. Mas acho gravíssimo. É pior ou igual", afirmou a presidente.
A expressão teria sido usada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, mas Dilma não confirmou se ouviu isso. "Você sabe que em uma reunião que tem russo, chinês e indiano eu posso não ter ouvido. Mas eu acho irrelevante essa comparação", disse.
"Não vejo como alguém defenda que espionar um país democrático, espionar a privacidade de pessoas, dos cidadãos e quebrar a soberania de um país possa ser algo simples", declarou a presidente. "A gente tem de dar os nomes que as coisas merecem. Terrorismo é terrorismo e espionagem de país democrático é espionagem. Sem julgamento de valor", afirmou Dilma.


Visita


Dilma ainda disse que sua visita aos EUA marcada para outubro vai depender das condições políticas entre os dois países. "Minha viagem a Washington depende das condições políticas a serem criadas pelo presidente Obama", afirmou a presidente.


"Obama assumiu responsabilidade direta e pessoal pela investigação das denúncias de espionagem", disse, acrescentando que irá à ONU "propor uma nova governança contra invasão de privacidade".