Dilma afirma que interesses econômicos motivaram espionagem à Petrobras
A presidente Dilma Rousseff divulgou uma nota oficial na última segunda-feira (9/9) afirmando que, se forem confirmados os fatos veiculados pela imprensa, fica evidente que o motivo das tentativas de violação e de espionagem de dados do Brasil, agora como alvo a Petrobras, não é a segurança ou o combate ao terrorismo, mas interesses econômicos e estratégicos.
“Sem dúvida, a Petrobras não representa ameaça à segurança de qualquer país. Representa, sim, um dos maiores ativos de petróleo do mundo e um patrimônio do povo brasileiro”, explicou.
No último domingo (8/9), uma reportagem veiculada pelo “Fantástico” mostrou que documentos vazados por Edward Snowden indicam que a rede privada de computadores da Petrobras foi monitorada pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA).
“Por isso, o governo brasileiro está empenhado em obter esclarecimentos do governo norte-americano sobre todas as violações eventualmente praticadas, bem como exigir medidas concretas que afastem em definitivo a possibilidades de espionagem ofensiva aos direitos humanos, à nossa soberania e aos nossos interesses econômicos”, acrescenta a nota.
Para Dilma, as tentativas de violação e espionagem de dados e informações são incompatíveis com a convivência democrática entre países amigos, sendo manifestamente ilegítimas. “Da nossa parte, tomaremos todas as medidas para proteger o país, o governo e suas empresas”.
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