Diferente do efeito “Trump bump”, eleição de Bolsonaro não provoca aumento na circulação de jornais, diz pesquisa

O estudo mostrou que os três principais jornais brasileiros tiveram redução no ritmo de crescimento na circulação total somada (imprenso + d

Atualizado em 10/08/2020 às 10:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Pesquisa do portal Poder 360 mostrou que o chamado “Trump bump”, o fato de leitores passarem a consumir mais notícias e a pagar pelo conteúdo jornalístico após a eleição de Donald Trump, não aconteceu no Brasil após a eleição de Bolsonaro.
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Desta forma, as publicações têm conseguido algum avanço nas assinaturas de suas versões digitais, mas sempre menos exemplares impressos. O faturamento com as versões online ainda é menos rentável do que foi a do impresso.

Crédito:Poder 360

Número de tiragens A pesquisa mostra que não existe mais nenhum jornal diário no Brasil que tenha uma tiragem média de seus exemplares impressos acima de 100 mil exemplares.

O número total de assinantes (do digital e do impresso) de 12 grandes jornais e revistas em dezembro de 2015 era de 3.054.643. Em junho de 2020, havia caído para 1.990.698. Houve uma queda de 1.063.945 (35%).

Número de assinantes O número total de assinaturas (digitais e impressas) de 12 grandes jornais e revistas em dezembro de 2019 era de 2.179.649. Os dados mais recentes (maio e junho de 2020) apontam 1.990.698. Ou seja, houve uma queda de 9%.

Folha, Valor e A Tarde registraram crescimento de até 5% no 1º semestre. Outros nove grandes meios tiveram queda de circulação. Super Notícias (MG) (-29%), Época (-25%) e Estado de Minas (-17%) apresentam os piores resultados.

Assinaturas digitais A maioria das publicações oferece descontos para ter assinantes digitais. O preço cheio, sem promoções, só vale para quem permanece comprando o serviço depois de um período. A auditoria do setor considera assinante até quem recebe 90% de desconto.

Revistas em queda livre De dezembro de 2019 até maio deste ano, a revista Veja teve redução de 73.741 exemplares impressos e digitais. Isso equivale a uma queda de 13,5%.

Já a Época, do Grupo Globo, teve 39.406 cópias a menos no período (queda de 25,1%). A IstoÉ não é auditada pelo IVC e seus números não são públicos.

Somadas, as perdas de Veja e de Época somam 113.147 exemplares a menos (16,1% de queda).