Diadema abriga primeiro borboletário da Grande São Paulo - Por Margareth Meza e Valmir Junior/UMESP
Diadema abriga primeiro borboletário da Grande São Paulo - Por Margareth Meza e Valmir Junior/UMESP
Atualizado em 11/11/2005 às 14:11, por
Margareth Meza 0e Valmir Junior e estidantes das Universidade Metodista de São Paulo.
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Primeiro da metrópole de São Paulo, o borboletário Tropical Conservacionista Laerte Brittes de Oliveira vem atraindo a curiosidade de crianças e adultos no município. Localizado no Jardim Botânico de Diadema, perto da rodovia Imigrantes, no Jardim Inamar, a instalação ecológica foi inaugurada em 16 de setembro e mantém no viveiro cerca de 500 borboletas.
Rosana Cardoso, bióloga e assessora da Secretaria do Meio Ambiente de Diadema, afirmou que, para entrar em funcionamento, o borboletário precisou de autorização do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e conforme a homologação, parte da produção vai constituir "a soltura de um número de indivíduos no Jardim Botânico". A assessora também explicou um dos principais objetivos do viveiro: aliar a Educação Ambiental à sensibilização da população. "Ao percorrer os caminhos dentro do borboletário, os visitantes têm orientações, através dos monitores, da importância dos insetos para o meio ambiente e o desenvolvimento biológico, entre outros conceitos", disse.
O zoólogo da Unicamp, Woodruff Benson, destacou a importância das borboletas para o ecossistema: "Se as borboletas e outros insetos semelhantes não existissem, seus predadores, como os pássaros, estariam em menor número e as pragas seriam muito mais abundantes". O zoólogo também afirmou que "o borboletário é importante para mostrar borboletas de perto, tirando preconceitos contra estes animais e assim abrindo portas para outras mensagens".
Segundo o zoólogo João Vasconcellos Neto, também da Unicamp, a instalação "pode servir para estudos biológicos das espécies de borboletas e até mesmo como criação comercial. Na natureza, apenas 2 a 3% das larvas chegam a adultas". Com a instalação, estima-se que até 80% consigam desenvolver-se até o estágio final. O professor ainda dá ênfase em como deve-se lidar com os insetos. "Desde que bem manejado, pode ser bastante útil em diversos âmbitos, como a educação ambiental, podendo indicar a qualidade do ambiente, pois não conseguem sobreviver em locais poluídos", completou.
A instalação faz parte de um projeto de revitalização do Jardim Botânico de Diadema, que inclui desde reforma de estufas e criação de jardins ao aumento de produção de mudas e sala própria para o Programa de Educação Ambiental. "Iniciamos nosso borboletário com quatro espécies: Ascia monusti (Áscia), Dryas iulia (Júlia), Caligo ilioneus (Olho-de-coruja) e Anteus menipe. Hoje estamos com um número aproximado de 100 casulos, 140 borboletas e 200 ovos", explicou Rosana Cardoso.
Benson abordou a contribuição do borboletário para a comunidade. "Contribui para a apreciação das borboletas por sua beleza e utilidade, no aprendizado sobre seu papel na natureza, e na fase de lagartas como alimento para as aves e outros animais", explicou. O zoólogo também insistiu no impacto do retorno financeiro. "Eu diria que a maior preocupação seria que a visitação compense os investimentos financeiros. Isto só pode ser avaliado pela demanda local e pesquisas sobre as demandas existentes em outros borboletários na região", disse.
O zoólogo reforçou que "um borboletário precisa de algum investimento, mas em recompensa serve para a educação sobre insetos e para o público se divertir com suas cores, funções, acrobacias, etc.".
Maioria dos visitantes são crianças
A maioria do público do borboletário é composto por excursões de escolas. São organizadas incursões à estufa das borboletas e caminhadas pelas trilhas ecológicas do Jardim Botânico, totalizando cerca de 1h30 de visitação. Os visitantes são capazes de tocar as borboletas, deixar que pousem em suas cabeças e corpos e, muitas vezes, têm que tomar cuidado para não pisar sobre as espécies que ficam pelo chão do viveiro.
Antônio Oliveira da Silva, 10, aluno da 4ª série, disse: "A gente nunca presta atenção numa borboleta quando ela passa perto da gente. Percebi como elas são bonitas e importantes". Maria Clara Silveira, 9, concordou com o menino: "eu aprendi muito aqui hoje. Vou olhar as plantas e as borboletas de forma diferente agora". Já o zoólogo da Unicamp, Woodruff Benson, preferiu ainda caracterizar o viveiro de forma mais romântica: "E será que sem borboletas e pássaros, existiriam poetas!?".
Serviço:
Borboletário Tropical Conservacionista Laerte Brittes de Oliveira
Endereço: R. Ipita, 195, Jardim Inamar, Diadema (próximo ao segundo pedágio da Rodovia dos Imigrantes).
Entrada gratuita
Visitas às terças, quintas, sábados e domingos.
Obs.: É necessário agendar visita com antecedência pelo telefone (11) 4059-7600.

Primeiro da metrópole de São Paulo, o borboletário Tropical Conservacionista Laerte Brittes de Oliveira vem atraindo a curiosidade de crianças e adultos no município. Localizado no Jardim Botânico de Diadema, perto da rodovia Imigrantes, no Jardim Inamar, a instalação ecológica foi inaugurada em 16 de setembro e mantém no viveiro cerca de 500 borboletas.
Rosana Cardoso, bióloga e assessora da Secretaria do Meio Ambiente de Diadema, afirmou que, para entrar em funcionamento, o borboletário precisou de autorização do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e conforme a homologação, parte da produção vai constituir "a soltura de um número de indivíduos no Jardim Botânico". A assessora também explicou um dos principais objetivos do viveiro: aliar a Educação Ambiental à sensibilização da população. "Ao percorrer os caminhos dentro do borboletário, os visitantes têm orientações, através dos monitores, da importância dos insetos para o meio ambiente e o desenvolvimento biológico, entre outros conceitos", disse.
O zoólogo da Unicamp, Woodruff Benson, destacou a importância das borboletas para o ecossistema: "Se as borboletas e outros insetos semelhantes não existissem, seus predadores, como os pássaros, estariam em menor número e as pragas seriam muito mais abundantes". O zoólogo também afirmou que "o borboletário é importante para mostrar borboletas de perto, tirando preconceitos contra estes animais e assim abrindo portas para outras mensagens".
Segundo o zoólogo João Vasconcellos Neto, também da Unicamp, a instalação "pode servir para estudos biológicos das espécies de borboletas e até mesmo como criação comercial. Na natureza, apenas 2 a 3% das larvas chegam a adultas". Com a instalação, estima-se que até 80% consigam desenvolver-se até o estágio final. O professor ainda dá ênfase em como deve-se lidar com os insetos. "Desde que bem manejado, pode ser bastante útil em diversos âmbitos, como a educação ambiental, podendo indicar a qualidade do ambiente, pois não conseguem sobreviver em locais poluídos", completou.
A instalação faz parte de um projeto de revitalização do Jardim Botânico de Diadema, que inclui desde reforma de estufas e criação de jardins ao aumento de produção de mudas e sala própria para o Programa de Educação Ambiental. "Iniciamos nosso borboletário com quatro espécies: Ascia monusti (Áscia), Dryas iulia (Júlia), Caligo ilioneus (Olho-de-coruja) e Anteus menipe. Hoje estamos com um número aproximado de 100 casulos, 140 borboletas e 200 ovos", explicou Rosana Cardoso.
Benson abordou a contribuição do borboletário para a comunidade. "Contribui para a apreciação das borboletas por sua beleza e utilidade, no aprendizado sobre seu papel na natureza, e na fase de lagartas como alimento para as aves e outros animais", explicou. O zoólogo também insistiu no impacto do retorno financeiro. "Eu diria que a maior preocupação seria que a visitação compense os investimentos financeiros. Isto só pode ser avaliado pela demanda local e pesquisas sobre as demandas existentes em outros borboletários na região", disse.
O zoólogo reforçou que "um borboletário precisa de algum investimento, mas em recompensa serve para a educação sobre insetos e para o público se divertir com suas cores, funções, acrobacias, etc.".
Maioria dos visitantes são crianças
A maioria do público do borboletário é composto por excursões de escolas. São organizadas incursões à estufa das borboletas e caminhadas pelas trilhas ecológicas do Jardim Botânico, totalizando cerca de 1h30 de visitação. Os visitantes são capazes de tocar as borboletas, deixar que pousem em suas cabeças e corpos e, muitas vezes, têm que tomar cuidado para não pisar sobre as espécies que ficam pelo chão do viveiro.
Antônio Oliveira da Silva, 10, aluno da 4ª série, disse: "A gente nunca presta atenção numa borboleta quando ela passa perto da gente. Percebi como elas são bonitas e importantes". Maria Clara Silveira, 9, concordou com o menino: "eu aprendi muito aqui hoje. Vou olhar as plantas e as borboletas de forma diferente agora". Já o zoólogo da Unicamp, Woodruff Benson, preferiu ainda caracterizar o viveiro de forma mais romântica: "E será que sem borboletas e pássaros, existiriam poetas!?".
Serviço:
Borboletário Tropical Conservacionista Laerte Brittes de Oliveira
Endereço: R. Ipita, 195, Jardim Inamar, Diadema (próximo ao segundo pedágio da Rodovia dos Imigrantes).
Entrada gratuita
Visitas às terças, quintas, sábados e domingos.
Obs.: É necessário agendar visita com antecedência pelo telefone (11) 4059-7600.






