Dia Internacional pelo Fim da Impunidade de Crimes Contra Jornalistas destaca casos de violência ocorridos no Brasil
Relatório do Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ) divulgado no Dia Internacional pelo Fim da Impunidade de Crimes Contra Jornalistas (2 denovembro) revela que o Brasil ocupa o 10º lugar do ranking da entidade de países mais perigosos para profissionais de imprensa.
Atualizado em 03/11/2023 às 11:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
A lista é liderada pela Síria. Em quantidade de assassinatos, o Brasil aparece em 7º, empatado com a Somália, com 11 assassinatos de jornalistas impunes no período.
Segundo o estudo, 80% dos crimes praticados contra jornalistas no país desde que a data foi criada, há dez anos, ficaram sem solução.
A classificação de cada país é calculada em relação ao tamanho de sua população. Desta forma, países mais populosos, como México, Índia e Brasil, tendem a aparecer mais abaixo na lista, mesmo que registrem um número maior de homicídios de jornalistas. Crédito: Reprodução Facebook O Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas foi instituído pela ONU. Nesses dez anos foram registrados 261 assassinatos de profissionais de imprensa no mundo. Quase 80% dos casos ficaram impunes.
Conflito no Território Palestino
António Guterres, secretário-geral da ONU, lembrou que em 2022 pelo menos 88 jornalistas foram mortos por fazerem seu trabalho. "Houve um aumento acentuado em relação aos anos anteriores. O atual conflito em Israel e no Território Palestino Ocupado está cobrando um preço terrível aos jornalistas."
Ainda segundo Guterres, a maioria dos jornalistas mortos não são repórteres de guerra. Na verdade, eles trabalham investigando casos de corrupção, tráfico, violações de direitos humanos e questões ambientais.
"Estou profundamente alarmado com esses números e com o aumento de todos os tipos de ameaças contra jornalistas. A detenção de jornalistas está no nível mais alto de todos os tempos. O assédio on-line a jornalistas, especialmente mulheres, está sendo usado como uma ferramenta para silenciá-los", finalizou Guterres.
Segundo o estudo, 80% dos crimes praticados contra jornalistas no país desde que a data foi criada, há dez anos, ficaram sem solução.
A classificação de cada país é calculada em relação ao tamanho de sua população. Desta forma, países mais populosos, como México, Índia e Brasil, tendem a aparecer mais abaixo na lista, mesmo que registrem um número maior de homicídios de jornalistas. Crédito: Reprodução Facebook O Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas foi instituído pela ONU. Nesses dez anos foram registrados 261 assassinatos de profissionais de imprensa no mundo. Quase 80% dos casos ficaram impunes.
Conflito no Território Palestino
António Guterres, secretário-geral da ONU, lembrou que em 2022 pelo menos 88 jornalistas foram mortos por fazerem seu trabalho. "Houve um aumento acentuado em relação aos anos anteriores. O atual conflito em Israel e no Território Palestino Ocupado está cobrando um preço terrível aos jornalistas."
Ainda segundo Guterres, a maioria dos jornalistas mortos não são repórteres de guerra. Na verdade, eles trabalham investigando casos de corrupção, tráfico, violações de direitos humanos e questões ambientais.
"Estou profundamente alarmado com esses números e com o aumento de todos os tipos de ameaças contra jornalistas. A detenção de jornalistas está no nível mais alto de todos os tempos. O assédio on-line a jornalistas, especialmente mulheres, está sendo usado como uma ferramenta para silenciá-los", finalizou Guterres.





