Dez jornalistas foram mortos e 249 agredidos no México até julho de 2019

De janeiro a julho de 2019, foram registrados 249 ataques a jornalistas no México, um a cada 17,4 horas, além de 10 comunicadores mortos, segundo a organização Artigo 19.

Atualizado em 04/09/2019 às 08:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Crédito:Cuartoscuro As regiões com maior número de ataques contra a imprensa foram: Quintana Roo, com 26; Cidade do México e Guerrero, com 22 cada, e Oaxaca e Veracruz, com 19 cada.
Destaque para Quintana Roo que de um ano para outro passou de 12 para 26 ataques e dois assassinatos de jornalistas.
Os tipos de agressões mais relatados foram intimidação e assédio, com 67 casos; e ameaças, com 61, dos quais 45 de morte.
Houve 25 ataques físicos, com quatro tentativa de assassinato. Em 17 ocasiões foram registradas campanhas para desacreditar jornalistas.
Do total de agressões registradas, 105 foram cometidas por funcionários públicos. Outros 47 ataques foram cometidos por cidadãos comuns e 27 por grupos do crime organizado.
Em 64 dos casos registrados, não há elementos suficientes para determinar os autores. Em seis ocorrências os agressores eram partidos políticos.
Em comunicado, o Artigo 19 expressa sua preocupação com as declarações do presidente Andrés Manuel López Obrador, bem como dos governadores e presidentes municipais, que “atacam cada vez mais a imprensa e buscam reduzir sua credibilidade (…) colocando em risco. para os jornalistas”.