Dez anos depois da morte da ex-namorada, Pimenta Neves quer que "lhe deixem em paz"

Dez anos depois da morte da ex-namorada, Pimenta Neves quer que "lhe deixem em paz"

Atualizado em 08/10/2010 às 13:10, por Redação Portal IMPRENSA.

O jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves concedeu uma entrevista à revista Alfa, em que fala pela primeira vez sobre sua ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide, assassinada em 2000. "Sandra era uma boa moça. Tinha talento, mas acabou perseguida por pessoas que queriam me atingir", declarou.

Reprodução
Pimenta Neves

Pimenta Neves também fala sobre o período após o crime, em que tentou se suicidar ingerindo medicamentos psiquiátricos: "Vivia sob efeito de medicamentos e não estava em condições normais. Minha memória estava alterada e tenho dificuldades para lembrar de muitos detalhes. Cheguei a pedir licença das minhas funções no Estadão , não estava em condições de trabalhar, mas a direção do jornal não quis aceitar o pedido".

O repórter responsável pela entrevista, Vicente Vilardaga, afirmou que Pimenta Neves "só quer uma coisa: que lhe deixem em paz". Aos 73 anos, o ex-colaborador do Estadão vive recluso e evita sair às ruas para não ser reconhecido, de acordo com Vilardaga.

O assassinato de Sandra completou uma década em agosto. Pimenta Neves, condenado por um júri popular a 19 anos de prisão, cumpre a pena em liberdade graças a um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2007.

A jornalista trabalhava no Estadão como repórter e editora de "Economia". Depois que o romance entre ela e Pimenta Neves havia terminado, ela foi morta a tiros em um haras na cidade de Ibiúna, interior de São Paulo.

O ex-diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo confessou ser o autor do crime e, recentemente, foi condenado a indenizar a família de Sandra em mais de R$ 400 mil.

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