Dez anos depois da morte da ex-namorada, Pimenta Neves quer que "lhe deixem em paz"
Dez anos depois da morte da ex-namorada, Pimenta Neves quer que "lhe deixem em paz"
O jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves concedeu uma entrevista à revista Alfa, em que fala pela primeira vez sobre sua ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide, assassinada em 2000. "Sandra era uma boa moça. Tinha talento, mas acabou perseguida por pessoas que queriam me atingir", declarou.
| Reprodução | |
| Pimenta Neves |
Pimenta Neves também fala sobre o período após o crime, em que tentou se suicidar ingerindo medicamentos psiquiátricos: "Vivia sob efeito de medicamentos e não estava em condições normais. Minha memória estava alterada e tenho dificuldades para lembrar de muitos detalhes. Cheguei a pedir licença das minhas funções no Estadão , não estava em condições de trabalhar, mas a direção do jornal não quis aceitar o pedido".
O repórter responsável pela entrevista, Vicente Vilardaga, afirmou que Pimenta Neves "só quer uma coisa: que lhe deixem em paz". Aos 73 anos, o ex-colaborador do Estadão vive recluso e evita sair às ruas para não ser reconhecido, de acordo com Vilardaga.
O assassinato de Sandra completou uma década em agosto. Pimenta Neves, condenado por um júri popular a 19 anos de prisão, cumpre a pena em liberdade graças a um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2007.
A jornalista trabalhava no Estadão como repórter e editora de "Economia". Depois que o romance entre ela e Pimenta Neves havia terminado, ela foi morta a tiros em um haras na cidade de Ibiúna, interior de São Paulo.
O ex-diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo confessou ser o autor do crime e, recentemente, foi condenado a indenizar a família de Sandra em mais de R$ 400 mil.
Leia mais
-
-
-






