Destino de Assange ainda é incerto; Reino Unido promete comitê para estudar o caso
Um dia depois de visitar Julian Assange, fundador do WikiLeaks, o ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, disse que vaiapelar para a comunidade internacional em busca de apoio, já que, sem um acordo entre os governos de seu país e do Reino Unido, o jornalista continuará vivendo de improviso na embaixada equatoriana na capital britânica até segunda ordem.
Atualizado em 18/06/2013 às 13:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Divulgação Comitê do Equador e Reino Unido estuda saída para salvo-conduto de Assange
Segundo O Globo , em entrevista a jornalistas concedida em Westminster, no centro de Londres, Patiño afirmou: “Tivemos muita paciência e esperamos um ano. Vamos conversar com alguns amigos de verdade, porque é dever da comunidade internacional evitar injustiças como esta. Não estão sendo reconhecidos nem respeitados tratados internacionais”.
No encontro com William Hague, o ministro não pôde solucionar o problema que completa um ano na próxima quarta (19/6), quando Assange pediu refúgio à embaixada do Equador. Contudo, Patiño conseguiu do governo do Reino Unido a promessa de criação de um comitê de especialistas dos dois países para estudar o caso.
O ministro conta que Assange mantém o bom humor e “está disposto a ficar mais cinco anos” onde está. E garantiu que o ativista só deixará a sede da Embaixada do Equador em Londres pela “porta da frente”, depois que o governo britânico conceder o salvo-conduto ao ativista.
Sob a vigilância de três policiais da Scotland Yard e de uma patrulha - que custam aos cofres britânicos o equivalente a pouco mais de R$ 9 milhões - Assange não pode deixar o prédio da embaixada sob pena de ser preso e extraditado para a Suécia, onde responde a acusações de violência sexual, o que ele nega.
Patiño disse ainda que não pretende recorrer ao governo sueco. Para ele, o caso deve ser tratado com os britânicos.





