Desintoxicação
Desintoxicação
Atualizado em 10/10/2007 às 12:10, por
Eduardo Pugnali.
É assim que eu chamo férias. mesmo. Afinal, é a hora quebrar um comportamento vicioso de trabalho e rotina. Não sei sobre vocês, mas sou completamente viciado pelo que faço e isso tem dois lados: um bom e outro ruim.
O bom é claro e óbvio, pois tudo que a gente faz com dedicação e amor rende muito melhor. Agora, o lado ruim e pouco falado é o do excesso de amor. E acreditem, isso prejudica sim o nosso dia-a-dia. O vício e amor caminham lado a lado da cegueira entre o que é bom e ruim para nossas vidas.
Dedicação, já disse aqui em outras colunas, é fundamental, mas precisa ter uma medida, No meu caso essa dose é cavalar. As férias chegam para dar um tempo nessa sequência doida que vivo - e imagino que vocês também - para ficar alguns dias em "coma" de informações.
Essa semana, enquanto você lê a coluna, estou tentando passar por esse processo. O duro é conseguir. São apenas 10 dias, mas parece um ano. Imagino que - é claro nas suas devidas proporções - os viciados em álcool, cigarro ou drogas sofram o mesmo nos primeiros dias. É abstinência mesmo. Ficar sem ver e-mail, ler jornais, ver os sites, conversar com os clientes. Nossa, os primeiros dias são longos e estranhos.
Do segundo dia em diante a coisa melhora. Já dá para ver uma luz no final do túnel e começar a achar diversão naquilo que não é sua rotina. Aí começa mesmo o processo de reabilitação. Aliás, por coincidência, tenho ouvido muito a cantora Amy Winehouse, que tem uma música chamada "Rehab", que fala exatamente disso, mas que na verdade é uma reabilitação mais pesada dela com relação às drogas muito pesadas. Mas a analogia vale para o trabalho em excesso e reabilitação é a palavra de ordem para mim.
Confesso que em 20 anos de trabalho, excetuando as férias de final de ano, nunca tirei férias. Comecei esse hábito a partir do ano passado e acreditem, fez bem mesmo. Esse ano, estou repetindo a dose. Está fazendo bem novamente. Acredito que aquela história do ócio-criativo é uma verdade. Temos que dar um tempo para a gente mesmo, para renovarmos a energia e voltar com gás todo.
Sei que a coluna dessa semana está autobiográfica, mas a intenção é essa mesmo. Quero que quem esteja lendo perceba que dá para descer do trem um pouco e ficar alguns dias sem se preocupar com clientes e com as notícias que saem nos jornais. Eu mesmo sempre achei que isso era impossível e consegui.
Salvo alguma surpresa da natureza, como furacões e terremotos, e choques econômicos, como quebra da Bolsa de Valores, tenho certeza que não vou perder nada de importante e que não possa ser recuperado na volta. Então, amigos, o mesmo vale para todos da nossa área de comunicação. Planejem suas férias e as gozem com tudo que tem direito.
Eu aqui, do meu lado, vou fazendo isso e já deixo a coluna mais curta essa semana para gastar uma energia renovada na semana que vem, com mais fôlego e idéias.
Agora, só um conselho para esse período: fujam das bancas. A tentação está bem naqueles jornais pendurados lá. Quase sofri com isso hoje.

O bom é claro e óbvio, pois tudo que a gente faz com dedicação e amor rende muito melhor. Agora, o lado ruim e pouco falado é o do excesso de amor. E acreditem, isso prejudica sim o nosso dia-a-dia. O vício e amor caminham lado a lado da cegueira entre o que é bom e ruim para nossas vidas.
Dedicação, já disse aqui em outras colunas, é fundamental, mas precisa ter uma medida, No meu caso essa dose é cavalar. As férias chegam para dar um tempo nessa sequência doida que vivo - e imagino que vocês também - para ficar alguns dias em "coma" de informações.
Essa semana, enquanto você lê a coluna, estou tentando passar por esse processo. O duro é conseguir. São apenas 10 dias, mas parece um ano. Imagino que - é claro nas suas devidas proporções - os viciados em álcool, cigarro ou drogas sofram o mesmo nos primeiros dias. É abstinência mesmo. Ficar sem ver e-mail, ler jornais, ver os sites, conversar com os clientes. Nossa, os primeiros dias são longos e estranhos.
Do segundo dia em diante a coisa melhora. Já dá para ver uma luz no final do túnel e começar a achar diversão naquilo que não é sua rotina. Aí começa mesmo o processo de reabilitação. Aliás, por coincidência, tenho ouvido muito a cantora Amy Winehouse, que tem uma música chamada "Rehab", que fala exatamente disso, mas que na verdade é uma reabilitação mais pesada dela com relação às drogas muito pesadas. Mas a analogia vale para o trabalho em excesso e reabilitação é a palavra de ordem para mim.
Confesso que em 20 anos de trabalho, excetuando as férias de final de ano, nunca tirei férias. Comecei esse hábito a partir do ano passado e acreditem, fez bem mesmo. Esse ano, estou repetindo a dose. Está fazendo bem novamente. Acredito que aquela história do ócio-criativo é uma verdade. Temos que dar um tempo para a gente mesmo, para renovarmos a energia e voltar com gás todo.
Sei que a coluna dessa semana está autobiográfica, mas a intenção é essa mesmo. Quero que quem esteja lendo perceba que dá para descer do trem um pouco e ficar alguns dias sem se preocupar com clientes e com as notícias que saem nos jornais. Eu mesmo sempre achei que isso era impossível e consegui.
Salvo alguma surpresa da natureza, como furacões e terremotos, e choques econômicos, como quebra da Bolsa de Valores, tenho certeza que não vou perder nada de importante e que não possa ser recuperado na volta. Então, amigos, o mesmo vale para todos da nossa área de comunicação. Planejem suas férias e as gozem com tudo que tem direito.
Eu aqui, do meu lado, vou fazendo isso e já deixo a coluna mais curta essa semana para gastar uma energia renovada na semana que vem, com mais fôlego e idéias.
Agora, só um conselho para esse período: fujam das bancas. A tentação está bem naqueles jornais pendurados lá. Quase sofri com isso hoje.






