Desembargador mantém liminar que proíbe blogueira do MT de citar deputado
Desembargador mantém liminar que proíbe blogueira do MT de citar deputado
| Divulgação |
| José Geraldo Rivas |
Na avaliação sobre o pedido de agravo, o desembargador observou que "as razões do juiz são consistentes e merecem prevalecer até o julgamento futuro deste, quando se analisará a questão sob todos os aspectos".
Adriana Vandoni declarou que não está surpresa com a decisão, já que não tinha grandes expectativas com o Tribunal em que o agravo fora protocolado, mas diz-se espantada "com o retrocesso que vive o Brasil na garantia de direitos fundamentais como a liberdade de pensamento e de expressão. Fico espantada ao ver desembargadores encontrando razão na inconstitucional censura prévia". Para ela, "decisões como essa colocam em risco os princípios da democracia".
Ao Portal IMPRENSA, a advogada da blogueira, Samira Martins, declarou que estudará a melhor estratégia, mas que o mais provável é que a ação seja levada diretamente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Há duas semanas, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) sugeriu que Adriana Vandoni e Enock Cavalcanti, também censurado pela liminar do deputado Piva, recorressem diretamente ao STF, mas as defesas de ambos preferiram impetrar agravo na instância imeadiatamente superior à 13ª Vara de Cuiabá.
Na última sexta-feira (27), o desembargador Leônidas Monteiro, declarou-se sob "suspeição por foro íntimo", ou seja, por ter proximidade com alguma das partes envolvidas e retirou-se do caso, sendo então nomeado Carlos Alberto da Rocha.
Leia mais






