Descontente, Cameron faz alerta ao "Guardian" sobre novas revelações do caso Snowden
O primeiro-ministro, David Cameron, pediu para um ministro advertir o jornal The Guardian sobre as consequências da publicação de novos documentos de Edward Snowden, assegurou a imprensa britânica nesta quarta-feira (21/8).
Segundo a EFE, os jornais The Independent e Daily Mail revelaram que o próprio Cameron deu instruções ao ministro do Gabinete, Jeremy Heywood, para que alertasse o Guardian e transmitisse as implicações em torno da divulgação de mais dados secretos das operações de espionagem realizadas pelos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido.
De acordo com a matéria do The Independent , fontes governamentais confirmaram que a ideia de Cameron era limitar a publicação de mais revelações sobre as operações de inteligência do governo britânico e americano, as quais Snowden teve acesso quando trabalhava na Agência Nacional de Segurança (NSA).
Segundo representantes do governo citados pelo jornal, se o Executivo não fizesse essa advertência ao The Guardian , ele teria mantido "uma total abdicação de suas responsabilidades". As mesmas fontes também mencionaram que essa medida contou com a aprovação explícita de Cameron, do vice-primeiro-ministro, Nick Clegg, e do titular das Relações Exteriores, William Hague.
O diretor do jornal britânico, Alan Rusbridger, aceitou o que classificou como um dos incidentes mais estranhos da história do Guardian , ou seja, permitir que analistas do centro de escutas britânico GCHQ acompanhassem a destruição de materiais confidenciais entregue por Snowden, um episódio que teria ocorrido há um mês.
Rusbridger, que copiou o conteúdo dos discos, afirmou que seus contatos com o Executivo sobre este caso eram mantidos com um "funcionário do governo de alta categoria e que representava o ponto de vista do primeiro-ministro".
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